Portinho: restrição de voos no Santos Dumont “saiu pela culatra”
A tentativa do governo federal de repassar para o aeroporto do Galeão o fluxo do aeroporto Santos Dumont “saiu pela culatra”, diz senador Carlos Portinho (PL-RJ). “Companhias que tinham voos direto para...
A tentativa do governo federal de repassar para o aeroporto do Galeão o fluxo do aeroporto Santos Dumont “saiu pela culatra”, diz senador Carlos Portinho (PL-RJ). “Companhias que tinham voos direto para Vitória, ou para a região Nordeste, provavelmente vão migrar para outros estados. Não necessariamente a limitação de rotas vai levar voos do Santos Dumont para o Galeão. Pode levar para Congonhas, Confins e outros que concorrem com o Rio de Janeiro”, comentou o senador em entrevista ao Meio-Dia em Brasília.
Nesta semana, a Azul anunciou que vai suspender temporariamente, a partir de 1º de outubro, os voos que saíam do Santos Dumont para Vitória, Brasília, Campos de Goytacazes (RJ), Florianópolis, Maceió e Porto Seguro (BA).
O governo federal assinou uma portaria para restringir voos no Santos Dumont a partir de 2024, com o objetivo de aumentar o fluxo no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. “A decisão adotada pelo prefeito e pelo presidente Lula não foi a decisão técnica que o grupo de estudos recomendava, e sim de intervenção no mercado, na caneta. E não se faz intervenção na caneta no Estado Democrático de Direito”, critica Portinho.
A partir de janeiro, as operações no Santos Dumont devem ser planejadas para que a distância máxima das viagens seja de 400 quilômetros de seu destino ou origem. Assim, devem ser mantidas apenas as rotas com São Paulo e Belo Horizonte.
Assista à entrevista:
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