Tudo começou quando Nissim Hara, um vendedor nato que atuava na região da 25 de Março, ouviu de um amigo fabricante de meia-calça que as clientes pediam constantemente por calcinhas, mas não havia quem as fornecesse. “Vou abrir uma fábrica de calcinhas”, decidiu o libanês, que batizou de HOPE, “esperança” em inglês, seu novo negócio.
A história foi contada a Madeleine Lacsko por Sandra Chayo (foto), filha de Hara, no podcast Ladoa!, cuja segunda temporada estreou nesta quarta-feira, 4.
Hoje, Sandra comanda com suas duas irmãs a empresa, que começou funcionando em uma “portinha” no bairro do Brás, em São Paulo, onde o próprio Nissin acumulava todas as funções, desde a produção até a venda, e virou uma referência em moda íntima no Brasil.
Desafios
A trajetória da HOPE está profundamente ligada à história de resiliência de Nissim Hara, um judeu libanês que chegou ao Brasil sem saber sequer onde o país ficava, após aventuras que incluíram saltar de rochas no Líbano por moedas e transportar cargas em aviões precários na Amazônia.
Esse espírito empreendedor e a capacidade de se importar genuinamente com o cliente foram o DNA que permitiu à empresa crescer e, décadas depois, passar por uma transformação profunda sob o comando de suas filhas, como conta Sandra.
“Eu falo que eu não vendo calcinha, sutiã. cueca, pijama. Eu vendo autoestima. E autoestima é o combustível para fazer com que a gente chegue onde a gente quer, onde a gente quiser chegar”, resume na entrevista a empresária, que tem formação de arquiteta, não planejava se envolver nos negócios da empresa da família, mas acabou fazendo parte da reinvenção da HOPE.
Assista à íntegra da entrevista: