Valter Patriani (foto) construiu a carreira na CVC Turismo e, 35 anos depois, decidiu fundar uma construtora.
O empresário contou sua história a Madeleine Lacsko no podcast Ladoa!, e falou também sobre o mercado de imóveis em São Paulo, que ele desbrava em cidades como Santo André e Campinas.
A transição foi motivada pela busca pela satisfação pessoal e profissional. Patriani explicou que não quis competir com o império que ajudou a criar.
“Eu teria que concorrer com a marca CVC. E hoje você precisa trabalhar bastante, mas você também precisa ser feliz. Se eu concorresse com a marca CVC, com aquilo que eu ajudei a criar, 35 anos, toda aquela luta, eu não sei se eu seria feliz lutando contra a própria história”, comentou.
Hoje, a Patriani se concentra em construir imóveis que refletem o desejo de estabilidade e segurança. O empresário guia sua construtora sob a perspectiva de que “prédio é diferente de lar” e de que “lar é mais legal que imóvel”.
Dica de investimento
“Nós temos 13 anos. A gente foi para uma área de imóveis mais tecnológicos. Existem dois jeitos de investir no Brasil: ou você vai para o banco, para o mercado financeiro, ou você vai para o mercado imobiliário (…) Se você comprar um imóvel por 100.000 reais, daqui quatro anos ele vai corrigir pelo menos a inflação. Ele não perde [valor]. Ele não é tão sexy quanto a bolsa, que você fica olhando todo dia, subiu, caiu, um dia você está rico, outro dia você está pobre. Imóvel é calmo, mas pelo menos no final de um ano ele corrigiu a inflação. Agora, a valorização é outra coisa para quem gosta de imóvel”, analisa o empresário.
Patriani destaca que o mais importante para a valorização de um imóvel é a localização.
“Você precisa acertar no local. Para o imóvel se valorizar, o bairro, a rua precisa se valorizar. O que faz [o valor de] um imóvel corrigir além da inflação é o bairro em que você está, Imóvel é um negócio tão honesto que até o nome já diz: imóvel, ele nunca vai mudar, vai ficar ali para sempre. E, se o bairro piorar, ele piora junto. Se o bairro melhorar, ele melhora junto”, diz o empresário, que aconselha aos investidores tentar imaginar como será o bairro daqui a 10 anos.
É assim, aliás, que sua construtora escolhe onde erguer seus empreendimentos.
Assista à íntegra da conversa: