Britânica de 115 anos se torna a pessoa mais velha do mundo com morte de brasileira
Ethel Caterham assume o título após morte de brasileira Inah Lucas; recorde foi confirmado por entidades internacionais
Ethel Caterham, residente em um asilo em Lightwater, no sudeste da Inglaterra, foi reconhecida como a pessoa mais velha do mundo.
O título foi confirmado nesta quarta-feira, 1º de maio, após a morte da brasileira Inah Canabarro Lucas (foto), que faleceu aos 116 anos.
Com 115 anos e nascida em 21 de agosto de 1909, Caterham se torna também a britânica mais longeva já registrada, segundo o Grupo de Pesquisa Gerontológica (GRG) e a LongeviQuest, instituições especializadas em validar casos de supercentenários.
Nascida em Shipton Bellinger, no interior da Inglaterra, Ethel é a penúltima sobrevivente de uma família de oito irmãos.
Em sua juventude, trabalhou como babá na Índia, casou-se com o militar Norman Caterham e viveu em Gibraltar e Hong Kong antes de retornar ao Reino Unido. Ficou viúva em 1976 e perdeu duas filhas, Gem e Anne, em 2005 e 2020. Tem três netas e cinco bisnetos.
Caterham sobreviveu à COVID-19 aos 110 anos e atribui sua longevidade ao otimismo e à decisão de não entrar em conflitos. Em agosto de 2024, ao completar 115 anos, recebeu uma homenagem pessoal do rei Charles III.
O legado de Inah Canabarro Lucas, brasileira que morreu aos 116 anos
Inah Canabarro Lucas faleceu no dia 30 de abril de 2025, aos 116 anos.
Nascida em São Francisco de Assis (RS) em 27 de maio de 1908, era bisneta do general David Canabarro, figura central da Revolução Farroupilha.
Ingressou na vida religiosa aos 16 anos e tornou-se freira em 1928, em Montevidéu. Lecionou português e matemática no Rio de Janeiro a partir de 1930, com atuação destacada em Santana do Livramento, onde fundou bandas marciais escolares e participou da formação musical na fronteira com o Uruguai.
Foi professora de múltiplas disciplinas — história, arte, religião, ciências — em diversas cidades do Rio Grande do Sul e chegou a dar aulas para o general João Figueiredo ainda na infância.
Torcedora apaixonada do Internacional, recebeu homenagem do clube e a bênção apostólica do papa Francisco em 2018.
Superou a COVID-19 em 2022, já vacinada, e manteve até o fim da vida o humor, a espiritualidade e a dedicação ao próximo.
Morreu de causas naturais, sem apresentar doenças específicas, segundo familiares. Seu registro de longevidade foi reconhecido por GRG e LongeviQuest com base em documentação oficial de diferentes etapas da vida.
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