Consumo de açúcar desde a infância prepara o corpo para problemas metabólicos
Resistência à insulina, aumento da glicose no sangue e ganho de peso estão ligados ao excesso diário
O consumo de açúcar faz parte da rotina de grande parte da população e costuma começar cedo, muitas vezes ainda na infância. Apesar de ser fonte rápida de energia, o excesso está ligado a alterações metabólicas, ganho de peso e aumento do risco de doenças crônicas, exigindo atenção às quantidades consumidas ao longo do dia.
O que é o açúcar e qual o seu papel no organismo
O açúcar mais comum da alimentação, a sacarose, é quebrado em glicose, principal combustível para o cérebro e para atividades motoras. Para entrar nas células e gerar energia, a glicose depende da ação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas.
Quando o consumo de açúcar é exagerado e contínuo, o corpo exige cada vez mais insulina. Com o tempo, pode ocorrer resistência à insulina ou falha na produção adequada pelo pâncreas, elevando a glicose no sangue e favorecendo o surgimento de diabetes.
Por que o excesso de açúcar é prejudicial à saúde
O açúcar fornece cerca de 4 calorias por grama e é facilmente ingerido em grandes quantidades, inclusive em alimentos salgados e industrializados. Esse consumo abusivo contribui para o acúmulo de gordura corporal, aumento do peso e maior resistência à insulina.
Essas alterações elevam o risco de doenças metabólicas e cardiovasculares, com impacto na qualidade de vida. Entre os problemas mais associados ao excesso de açúcar na dieta, destacam-se:
Impactos do Excesso de Peso
Principais riscos associados à má alimentação e resistência metabólica.
| Condição |
|---|
| Diabetes tipo 2 Ligado ao excesso de peso e à resistência à insulina. |
| Hipertensão arterial Comum em dietas ricas em alimentos ultraprocessados. |
| Doenças cardiovasculares Incluem condições graves como infarto e AVC. |
| Fadiga frequente Pode vir acompanhada de alterações na pele e piora de marcadores inflamatórios. |
Quais os riscos do consumo de açúcar na gestação e na infância
Em gestantes, o uso descontrolado de açúcar e o ganho de peso excessivo aumentam o risco de diabetes gestacional e pressão alta, com possibilidade de eclâmpsia. Essas condições exigem acompanhamento médico rigoroso para proteger mãe e bebê.
Na infância, a introdução precoce de açúcar refinado em mamadeiras, papinhas ou lanches favorece um paladar voltado ao doce e a recusa de alimentos naturais. Isso aumenta o risco de obesidade infantil, cáries e de alterações metabólicas na vida adulta.
Veja com Drauzio Varella por que você precisa dosar sua quantidade de açúcar na dieta:
Como reduzir o açúcar na alimentação do dia a dia
Reduzir o açúcar não exige cortes absolutos, mas organização da rotina alimentar e atenção às fontes “escondidas” em produtos industrializados. Pequenas mudanças graduais ajudam a adaptar o paladar e manter o prazer de comer com mais equilíbrio.
Entre as estratégias úteis estão priorizar alimentos in natura, ler rótulos para identificar açúcares adicionados, reduzir o açúcar em bebidas, evitar doces diários e associar alimentação equilibrada à prática regular de atividade física.
É possível manter moderação no consumo de açúcar
Mesmo em um contexto de ampla oferta de doces e ultraprocessados, é possível ter uma dieta com menos açúcar por meio de planejamento e escolhas conscientes. Substituir refrigerantes por água, preferir frutas a sobremesas elaboradas e optar por versões sem adição de açúcar são atitudes eficazes.
Consumir açúcar de forma eventual, em pequenas porções, tende a trazer menos riscos do que o uso diário e automático. Equilibrar a energia fornecida pela glicose com a prevenção de doenças crônicas é fundamental para uma vida mais saudável em um cenário de sedentarismo crescente.
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