Como reduzir os episódios de refluxo mesmo que você já conviva com azia frequente, tosse seca ou irritação
Veja os sinais silenciosos que indicam problemas sérios e aprenda como reduzir os sintomas com mudanças simples
O refluxo é uma condição comum em que o conteúdo do estômago volta para o esôfago, causando queimação, desconforto e, quando frequente, caracteriza a doença do refluxo gastroesofágico, que deixa de ser apenas um incômodo e passa a representar risco de inflamação, alterações celulares e outras complicações respiratórias, dentárias e do sono.
O que é refluxo gastroesofágico?
O refluxo gastroesofágico ocorre quando o esfíncter esofágico inferior não se fecha bem, permitindo o retorno do ácido do estômago para o esôfago. A mucosa esofágica não é preparada para esse contato, o que causa irritação e sintomas desconfortáveis no dia a dia.
Esse processo pode acontecer em adultos, crianças e bebês, com manifestações diferentes, mas sempre relacionado à falha dessa “barreira” entre estômago e esôfago. Quando o quadro é crônico, aumenta o risco de lesões e de evolução para doença do refluxo gastroesofágico.
Quais são os principais sintomas do refluxo?
Os sintomas variam em intensidade e nem sempre se limitam à queimação. Em alguns casos, o chamado refluxo silencioso se manifesta mais por sinais respiratórios e na garganta, o que pode confundir com alergias ou problemas pulmonares.
Entre os sintomas mais comuns do refluxo gastroesofágico, destacam-se:
Queimação no peito
Desconforto em forma de ardor, geralmente após as refeições, podendo irradiar para a garganta.
Azia recorrente à noite
Piora ao deitar, devido ao retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago.
Arroto e estufamento
Arroto frequente e sensação de estômago cheio, mesmo após refeições menores.
Regurgitação
Volta de alimento ou líquido ácido para a boca, com gosto amargo ou azedo.
Tosse seca e irritação
Tosse persistente, pigarro e irritação na garganta causados pela ação do ácido.
Quais complicações podem ser causadas pelo refluxo?
Quando o refluxo ácido é frequente e mal controlado, o esôfago fica exposto de forma contínua ao ácido, favorecendo inflamações e lesões. A esofagite é uma das complicações mais comuns, causando dor ao engolir, queimação intensa e, às vezes, pequenas hemorragias.
Outra complicação é o esôfago de Barrett, em que as células do esôfago sofrem alterações estruturais e aumentam o risco de câncer ao longo dos anos. Além disso, o refluxo prolongado pode piorar asma, causar laringites e sinusites recorrentes, desgaste dentário e distúrbios do sono.
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Como reduzir os episódios de refluxo no dia a dia?
A redução dos episódios de refluxo envolve mudanças de hábitos, alimentação equilibrada e, quando necessário, medicamentos prescritos. Em muitos casos leves a moderados, ajustes no estilo de vida já trazem alívio importante dos sintomas.
Algumas estratégias simples ajudam a diminuir a frequência e a intensidade do refluxo:
Ajustar a dieta
Reduzir gorduras, frituras, molhos pesados e embutidos ajuda a diminuir a produção de ácido e o refluxo.
Evitar comer tarde
Prefira refeições leves à noite e mantenha intervalo de algumas horas antes de deitar.
Elevar a cabeceira da cama
Manter a parte superior do corpo levemente elevada reduz o retorno do conteúdo gástrico durante a noite.
Cuidar do peso e evitar excessos
Controle do peso, redução de álcool, cigarro, café e refrigerantes contribuem para alívio dos sintomas.
Quando procurar avaliação profissional para refluxo?
Alguns sinais exigem avaliação médica, como perda de peso sem explicação, dificuldade para engolir, dor intensa no peito, vômitos frequentes, sangue no vômito ou fezes escurecidas e sintomas que não melhoram com medidas básicas.
O médico pode solicitar endoscopia, exames laboratoriais e estudos de pH e motilidade esofágica, definindo se o tratamento será apenas com mudanças no estilo de vida, uso prolongado de medicamentos ou, em casos selecionados, cirurgia.
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