Cinco hábitos que previnem a osteoporose antes dos 50 e fortalecem os ossos
Veja os sinais de risco e como fortalecer seus ossos antes que a primeira fratura aconteça
A osteoporose é uma condição óssea silenciosa, comum a partir da meia-idade, em que os ossos se tornam mais frágeis, finos e porosos, aumentando o risco de fraturas em situações do dia a dia. Embora seja mais frequente em mulheres após a menopausa, também afeta homens e pessoas mais jovens com fatores de risco, como alimentação inadequada, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e histórico familiar.
O que é osteoporose e como ela enfraquece os ossos?
A osteoporose é caracterizada pela redução da densidade mineral óssea e pela alteração da estrutura interna dos ossos, que passam a ter mais espaços vazios e ficam menos resistentes. Essa perda de massa óssea é gradual e, em geral, indolor, até que ocorram fraturas em regiões como quadril, punho e coluna.
Até cerca dos 30 anos, o corpo forma mais osso do que perde, atingindo o pico de massa óssea; depois disso, a perda supera a reposição. Em pessoas com predisposição, esse processo é mais intenso, levando a maior fragilidade e limitação em atividades cotidianas, como caminhar e subir escadas.
Quais os principais sinais de alerta e grupos de maior risco?
A osteoporose é chamada de “doença silenciosa” porque geralmente não causa sintomas até a primeira fratura após um trauma leve. Porém, diminuição da altura, dor nas costas frequente e encurvamento da coluna podem indicar perda óssea avançada.
Mulheres após a menopausa, idosos, pessoas muito magras, indivíduos com histórico familiar de fraturas e usuários crônicos de corticoides compõem os grupos de maior risco. Doenças crônicas, como artrite reumatoide e distúrbios hormonais ou intestinais, também aumentam a chance de osteoporose.
Assista um vídeo do canal Dr. Juliano Teles com detalhes e indicações de tratamento:
Como prevenir a osteoporose ao longo da vida?
A prevenção da osteoporose depende de hábitos de vida saudáveis, iniciados de preferência na juventude. Alimentação rica em cálcio, vitamina D, proteínas e magnésio, associada à prática regular de atividade física, ajuda a manter a massa óssea e a reduzir o risco de quedas.
Controlar fatores de risco modificáveis é essencial para proteger a saúde óssea e geral. Abaixo estão algumas medidas práticas que podem ser incorporadas no dia a dia para reforçar a prevenção:
- Alimentação rica em cálcio: leite, queijos, iogurtes, vegetais verde-escuros, gergelim e algumas águas minerais.
- Vitamina D adequada: exposição moderada ao sol e suplementação orientada por profissional de saúde, quando necessário.
- Exercícios regulares: caminhadas, musculação, pilates, dança e atividades de impacto leve.
- Evitar fumo e álcool em excesso: reduz a perda óssea e protege vários sistemas do organismo.
- Acompanhamento médico: especialmente após os 50 anos ou na presença de fatores de risco.
Quem deve redobrar a atenção com a saúde óssea?
Alguns perfis exigem vigilância maior, pois têm probabilidade aumentada de fraturas mesmo em quedas simples. Nesses casos, a avaliação médica precoce e periódica é fundamental para diagnóstico e intervenção oportunos.
Fraturas após quedas leves
Pessoas que já sofreram fraturas em situações de baixo impacto devem investigar fragilidade óssea.
Acima de 50 anos
O risco aumenta na pós-menopausa devido à queda do estrogênio, essencial para a manutenção da massa óssea.
Mais de 70 anos ou baixa testosterona
A redução hormonal e o envelhecimento também impactam a densidade óssea masculina.
Baixo consumo de cálcio e vitamina D
Dietas pobres nesses nutrientes comprometem a formação e a manutenção dos ossos.
Sedentarismo ou imobilização prolongada
A falta de estímulo mecânico acelera a perda óssea e reduz a resistência do esqueleto.
Como é feito o diagnóstico da osteoporose?
O diagnóstico é feito principalmente por densitometria óssea, exame simples e indolor que avalia a densidade mineral de ossos como coluna e quadril, classificando em massa óssea normal, osteopenia ou osteoporose. Ele costuma ser indicado para mulheres a partir de 65 anos, homens a partir de 70 e pessoas mais jovens com fatores de risco.
Exames de sangue podem complementar a investigação, avaliando níveis de cálcio, vitamina D e hormônios, além de doenças associadas. Com esses dados, o profissional define se haverá necessidade de medicamentos específicos, suplementação e ajustes no estilo de vida para reduzir fraturas e preservar a autonomia.
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