Opinião
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Os 30 Bolsonaros
Um dos livros mais emblemáticos dos anos 1970 é o romance humorístico de Moacyr Scliar, O exército de um homem só. O personagem, simbolicamente, é um comunista enlouquecido que quer criar um mundo próprio, o Capitão Birobidjan, que faz a sua pregação de forma solitária e que se vê como uma força política, despertando o riso do leitor. Como a realidade não se cansa de copiar os personagens da ficção, a trajetória do capitão Jair Messias Bolsonaro, desligado prematuramente do Exército Brasileiro, foi marcada por este sentimento de que ele, sozinho, mudaria o Brasil...
Bolsonaro e o tiro de canhão no próprio pé
As Forças Armadas, 1964 e a alopragem de Bolsonaro
Bolsonaro e o pequi roído da intimidação judicial
Com mudanças de hoje, Bolsonaro tenta garantir sinal verde até 2022
Bolsonaro acha que pode ameaçar com um autogolpe
Como dissemos, Jair Bolsonaro está dinamitando as últimas conexões que mantinha com a realidade, ao mesmo tempo que se vê obrigado a ceder espaço ao Centrão, que passou a encarar o impeachment como possibilidade. Está claro que, ao demitir Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa, o presidente da República acha que pode ameaçar o mundo da política e da Justiça com um autogolpe sustentado por militares da sua confiança e adjacências...
Ernesto e Kicis como entrada; Bolsonaro como prato principal
O chanceler Ernesto Araújo insinuou ontem, no Twitter, que Kátia Abreu, presidente da Comissão de Relação Exteriores do Senado, foi cooptada pelo lobby da Huawei, para trabalhar em prol da contratação da empresa chinesa para a implantação da tecnologia 5G no Brasil. Ernesto Araújo não citou o nome da empresa, mas está implícito. Isso explicaria o motivo de a senadora e colegas quererem derrubá-lo. Nada a ver, portanto, com a política externa inepta que macaqueia a de Donald Trump e, assim, criou atritos desnecessários com a China...
Qual será o próximo passo na escalada autoritária dos tribunais superiores?
A escalada autoritária nos tribunais superiores não conhece precedentes. Eu diria que nem mesmo durante o regime militar. O inquérito aberto de ofício por Dias Toffoli, em 2019, para apurar ameaças ao STF, no âmbito do qual a democracia brasileira foi manchada indelevelmente por um ato de censura de Alexandre de Moraes contra a Crusoé e este site, abriu as portas para toda sorte de arbitrariedades. Para além da censura a reportagem jornalística baseada em documento verdadeiro, houve prisões realizadas no âmbito da Lei de Segurança Nacional -- um pólipo a ser extirpado do ordenamento jurídico brasileiro --, sem que o Ministério Público cumprisse o seu papel constitucional de titular das ações penais. Não importa aqui se os presos são extremistas vagabundos: o Estado de Direito foi simplesmente suprimido em nome das conveniências de quem deveria zelar pela sua integridade no mais alto grau do Judiciário...
Mudança de postura de Bolsonaro sobre vacina coincidiu com avanço de pesquisas da Butanvac
A mudança radical na postura de Jair Bolsonaro sobre a compra de vacinas em larga escala coincidiu com os avanços dos estudos pré-clínicos da ButanVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan e anunciada hoje por João Doria...
A peste e a supremacia
Gilmar me convenceu: é preciso abolir o Ministério Público
Gilmar toma decisão sobre Moro apesar de regra criada por Fachin
Nunes Marques recoloca Deltan na disputa pelo Senado no Paraná
Marinho acusa Judiciário de interferência e celebra decisão sobre Deltan
STF já é o grande derrotado da eleição
A eleição mais medíocre e manipulada desde a redemocratização
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