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A punição a Pazuello ou a desordem a ser instalada

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Redação O Antagonista
2 minutos de leitura 24.05.2021 12:17 comentários
Opinião

A punição a Pazuello ou a desordem a ser instalada

O general Eduardo Pazuello participou de uma manifestação política, o que o regulamento do Exército proíbe a oficiais da ativa. Ele, portanto, tem de ser punido, como requer a disciplina militar, e rápido. Dissemos isso ontem e repetimos hoje...

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A punição a Pazuello ou a desordem a ser instalada
Reprodução/redes sociais

O general Eduardo Pazuello participou de uma manifestação política, o que o regulamento do Exército proíbe a oficiais da ativa. Ele, portanto, tem de ser punido, como requer a disciplina militar, e rápido. Dissemos isso ontem e repetimos hoje.

Se Eduardo Pazuello não for objeto de punição, o Exército sairá enfraquecido institucionalmente do episódio, em outro capítulo da desmoralização que vem sendo perpetrada, para não dizer construída, por Jair Bolsonaro. O presidente da República tenta completar como presidente o serviço que iniciou ainda como capitão.

Jair Bolsonaro, quando era militar da ativa, incitou a soldadesca à sublevação, inclusive ao planejar um atentado a bomba contra a Vila Militar da Academia das Agulhas Negras, para exigir aumento de soldo. Agora, tenta fazer terra arrasada da hierarquia das Forças Armadas, interferindo politicamente no seu comando e fazendo proselitismo com as baixas patentes. O fato de Eduardo Pazuello ser um general complica ainda mais esse quadro.

A permanência do ex-ministro nos quadros da ativa, mesmo depois de ter infringido o regulamento do Exército, transmitirá a impressão de que não há mais disciplina nos quartéis — ou que ela é seletiva, aplicando-se apenas a alguns, o que dá na mesma. A ida de Eduardo Pazuello à manifestação de ontem constitui fato gravíssimo, com implicações que podem ser desastrosas para a manutenção do respeito estrito à hierarquia, princípio básico das Forças Armadas como um todo. Um general é, antes de tudo, um soldado que ascendeu na carreira porque, antes de tudo, soube acatar o regulamento. Sem regulamento, não há ordem a ser cumprida, mas desordem a ser instalada. E, na desordem, não há hierarquia, mas aventureirismo.

A cúpula do Exército não tem de ficar preocupada com as consequências políticas de uma punição a Eduardo Pazuello. Aliás, como comandante supremo das Forças Armadas, o presidente da República deveria ser o primeiro a observar regras. A cúpula do Exército deve preocupar-se é com a instituição, que já sofreu imensos danos de imagem durante a permanência do aloprado bolsonarista à frente do Ministério da Saúde. Passar Eduardo Pazuello à reserva é o mínimo a ser feito. O máximo seria o necessário.

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