“Vocês falharam”: ex-refém israelense critica Pulitzer por premiar negacionista
Emily Damari, sequestrada e torturada pelo Hamas por mais de 15 meses, acusa o conselho do prêmio de honrar um escritor que nega atrocidades terroristas
Emily Damari, 28 anos, viveu o terror absoluto nas mãos do Hamas. Em 7 de outubro de 2023, ela estava em seu pequeno apartamento no Kibutz Kfar Aza, na fronteira entre Israel e Gaza, quando terroristas do Hamas invadiram sua casa.
Ela foi baleada, arrastada violentamente para fora e levada como refém para Gaza, onde passaria mais de 15 meses em cativeiro.
Ao lado de outros 250 homens, mulheres, crianças e idosos, Emily foi submetida a uma brutalidade inimaginável.
Ela foi espancada, abusada e mantida em condições desumanas.
Privada de comida e atendimento médico, viu amigos sucumbirem à fome e ao desespero. Ao tentar resistir, perdeu dois dedos da mão esquerda ao ser baleada novamente. Sua única “assistência médica” foi um frasco vencido de iodo.
Emily foi libertada apenas em janeiro de 2025, como parte de um acordo de cessar-fogo, mas os traumas não ficaram para trás.
Dias após seu retorno, ao tentar reconstruir sua vida, foi surpreendida com a notícia de que o Prêmio Pulitzer havia sido concedido ao escritor palestino Mosab Abu Toha, cujas publicações em redes sociais incluíam afirmações de que Emily e outros reféns eram “assassinos” e questionavam os relatos forenses que comprovavam os assassinatos brutais de famílias israelenses, como o caso de Ariel e Kfir Bibas, uma mãe e seu bebê executados a sangue frio.
Indignada, Emily publicou uma carta aberta nas redes sociais, denunciando o conselho do Pulitzer:
“Vocês dizem celebrar o jornalismo que valoriza a verdade, a democracia e a dignidade humana.
No entanto, optaram por amplificar uma voz que nega a verdade, apaga as vítimas e desonra a memória dos mortos. Mosab Abu Toha não é um escritor corajoso.
Ele é o equivalente moderno de um negacionista do Holocausto. Ao premiá-lo, vocês se juntaram a ele nas sombras da negação. Isso não é uma questão de política. É uma questão de humanidade. E hoje, vocês falharam.”
Damari também descreveu o que viveu durante quase 500 dias de cativeiro: “Eu vi o horror. Vi crianças chorando sem entender por que estavam ali. Vi idosos desmaiarem de fome. Vi pessoas serem espancadas até perderem a consciência.”
A decisão do Pulitzer de premiar Abu Toha foi amplamente criticada por sobreviventes dos ataques de 7 de outubro e por organizações judaicas, que veem a escolha como uma traição à memória das vítimas e um incentivo à negação de crimes documentados.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
09.05.2025 07:53Esses prêmios viraram formas de exaltar o wokismo. No Brasil e no Mundo. Ironicamente são as ditaduras e entre os terroristas que a cultura Woke é repelida.