Venezuelanos se mobilizam pelo mundo em apoio a María Corina
Atos integram a campanha global “O Nobel é nosso”, realizados dias antes da cerimônia em Oslo, na Noruega
Milhares de venezuelanos se reuniram neste sábado, 6, em várias cidades do mundo em apoio a María Corina Machado, líder da oposição que vive na clandestinidade devido às ameaças do regime de Nicolás Maduro.
A mobilização faz parte da campanha global “O Nobel é nosso”, realizada quatro dias antes da cerimônia oficial em Oslo, na Noruega.
As concentrações ocorreram em ao menos 24 países e cerca de 30 cidades, incluindo Austrália, Bélgica, Tailândia, Hungria, Portugal, Alemanha, Suíça, Espanha e Suécia.
Os participantes entoaram slogans de paz e liberdade, portaram bandeiras venezuelanas e pediram mudanças políticas, demonstrando apoio à líder opositora.
O movimento defende que o prêmio Nobel concedido a Machado representa um reconhecimento coletivo à coragem e à luta democrática de todos os venezuelanos.
Segundo o partido Vente Venezuela, um dos objetivos da mobilização é transformar o Nobel em um “megafone global” para denunciar a repressão e difundir a causa democrática no país.
Vigílias pelo mundo
“Levantamos nossa voz desde esta cidade para apoiar María Corina Machado e todo um país que luta para viver sem medo”, diz comunicado divulgado pelo Vente Venezuela que mostra imagens de manifestação em Huy, na Bélgica.

Cidades australianas como Brisbane e Perth também receberam protestos.
Durante as ações, folhetos sobre presos políticos na Venezuela foram colocados no chão, enquanto outros manifestantes exigiam liberdade e respeito aos direitos humanos.
Na quinta-feira passada, Machado participou de um evento virtual organizado pela Associação Venezolano-Americana de EUA (VAAUS), de Nova York.
A líder opositora afirmou que a transição política na Venezuela “tem que ser realizada” e garantiu que a oposição está “mais organizada do que nunca”.
María Corina em Oslo
O diretor do Instituto Nobel, Kristian Berg Harpviken, confirmou que María Corina participará da cerimônia de entrega do prêmio em Oslo nesta semana.
A líde opositora venezuelana, de 58 anos, recebeu o Nobel da Paz em 10 de outubro “por seu incansável trabalho em favor dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta por uma transição justa e pacífica da ditadura à democracia”, segundo a organização.
O prêmio consiste em medalha de ouro, diploma e US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 6,4 milhões).
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