Venezuela libertou 344 presos políticos, diz ONG
Alguns libertados estão proibidos de deixar o país, falar com a imprensa e devem se apresentar periodicamente aos tribunais
A ONG Foro Penal informou no domingo, 1º, que o regime chavista libertou 344 presos políticos na Venezuela desde 8 de janeiro.
Outras organizações de direitos humanos afirmam que eles foram libertados, mas submetidos a medidas alternativas à prisão.
Segundo Martha Tineo, coordenadora da organização Justiça, Encontro e Perdão (JEP), alguns estão proibidos de deixar o país, de conversar com a imprensa e devem comparecer periodicamente aos tribunais.
Anistia
Na sexta, 30, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou a proposta de lei de anistia, durante ato no Tribunal Superior de Justiça.
“Quero anunciar que decidimos promover uma lei de amnistia geral que abrange todo o período de violência política desde 1999 até ao presente”, afirmou.
O texto prevê a libertação de centenas de detidos, mas exclui casos de assassinato, graves violações de direitos humanos e tráfico de drogas.
Rodríguez também afirmou que o presídio do Helicoide, em Caracas, será convertido em um centro de esportes e serviços sociais.
“Que seja uma lei que sirva para curar as feridas deixadas pelo confronto político, violência e extremismo. Que sirva para restaurar a justiça em nosso país e restabelecer a convivência pacífica entre os venezuelanos”, disse.
María Corina Machado
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado (foto), afirmou que a proposta de lei de anistia, anunciada pelo governo interino do país, é fruto da pressão exercida pelos Estados Unidos.
Segundo ela, a iniciativa não partiu de forma voluntária do regime e só avançou diante da atuação de Washington.
“Não é algo que o regime quisesse fazer voluntariamente, mas sim o resultado da pressão real do governo dos Estados Unidos. Espero que seja assim e que os mais de 700 presos que ainda permanecem nos centros de tortura na Venezuela possam estar com as suas famílias muito em breve”, disse Machado nesta sexta-feira, 29, durante o evento “Hablemos de Venezuela”, no Hay Festival de Cartagena.
María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz de 2025, afirmou que o país vive há quase três décadas sob repressão.
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