Vaticano tentou negociar saída de Maduro para a Rússia, diz jornal
Segundo Washington Post, cardeal Parolin sondou plano dos EUA e defendeu retirada negociada do ditador chavista para evitar escalada de violência
Na véspera do Natal, o cardeal italiano Pietro Parolin (foto), secretário de Estado do Vaticano e principal diplomata da Santa Sé, reuniu-se com o embaixador dos Estados Unidos Brian Bruch para obter detalhes sobre os planos de Donald Trump em relação à Venezuela, segundo o jornal The Washington Post.
Durante o encontro, Parolin buscou saber se Washington pretendia limitar suas ações ao combate aos narcotraficantes venezuelanos ou se havia a intenção de promover uma mudança de regime.
O cardeal admitiu que Nicolás Maduro deveria deixar a Venezuela, mas instou o governo Trump a lhe oferecer uma saída.
Na conversa com Bruch, Parolin afirmou ainda que a Rússia estaria disposta a conceder asilo a Maduro e pediu aos americanos paciência para pressionar o líder chavista a aceitar essa alternativa.
De acordo com o Washington Post, Parolin também procurou o secretário de Estado Marco Rubio com o objetivo de evitar um “derramamento de sangue” e uma maior “desestabilização” da Venezuela.
“O que foi proposto a [Maduro] foi que ele saísse e pudesse desfrutar do seu dinheiro”. disse uma pessoa familiarizada com a oferta russa.
“Parte desse pedido era que [o ditador Vladimir] Putin garantisse a sua segurança.”
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, acabaram sendo capturados por forças americanas em Caracas, na Venezuela, no último sábado, 3. O casal está sendo julgado nos Estados Unidos por envolvimento com o narcotráfico.
Vaticano
Em resposta ao The Washington Post, a assessoria de imprensa do Vaticano declarou: “É lamentável que partes de uma conversa confidencial tenham sido divulgadas sem refletir com precisão o conteúdo do diálogo, ocorrido durante o período natalino”.
Há anos, o Vaticano tenta atuar como mediador em busca de um acordo político entre o regime de Maduro e a oposição venezuelana.
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