“Vão pagar um preço muito alto”, diz Trump sobre massacre no Irã
Presidente americano pediu que manifestantes continuem nas ruas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 13, que os responsáveis pelo massacre dos iranianos em protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei “vão pagar um preço muito alto”.
“E, aliás, a todos os patriotas iranianos, continuem protestando, tomem as instituições se vocês puderem, e guardem os nomes dos assassinos e dos que estão maltratando vocês. Eles vão pagar um preço muito alto“, disse Trump.
Mais cedo, o republicano anunciou o cancelamento das reuniões que teria com autoridades do regime teocrático. Em postagem na Truth Social, Trump convocou os “patriotas iranianos” a continuarem os protestos e a ocuparem as instituições.
“Patriotas iranianos, CONTINUEM PROTESTANDO – OCUPEM SUAS INSTITUIÇÕES!!! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes PARE”, escreveu.
Trump afirmou também que a “ajuda está a caminho”.
Mortos em protestos no Irã
Segundo a ONG Iran Human Rights, sediada na Noruega, pelo menos 648 manifestantes, incluindo nove menores de 18 anos, foram mortos durante os protestos no Irã. Além disso, milhares de pessoas ficaram feridas.
A ONG estima que mais de 10 mil pessoas foram presas pelas forças de segurança nos últimos 16 dias.
“O assassinato generalizado de manifestantes civis nos últimos dias pela República Islâmica faz lembrar os crimes do regime na década de 1980, que foram reconhecidos como crimes contra a humanidade. O risco de execuções em massa e extrajudiciais de manifestantes é extremamente sério. Sob a Responsabilidade de Proteger, a comunidade internacional tem o dever de proteger manifestantes civis contra assassinatos em massa por parte da República Islâmica e do seu Corpo de Guardas Revolucionárias Islâmicas. Apelamos às pessoas e à sociedade civil dos países democráticos para que lembrem aos seus governos essa responsabilidade”, disse o diretor da Iran Human Rights, Mahmood Amiry-Moghaddam.
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