Unilever: o império invisível por trás das marcas que você usa todo dia

10.01.2026

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Unilever: o império invisível por trás das marcas que você usa todo dia

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 08.01.2026 22:11 comentários
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Unilever: o império invisível por trás das marcas que você usa todo dia

A Unilever se consolidou como um dos maiores impérios globais de bens de consumo, controlando marcas presentes no dia a dia

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Unilever: o império invisível por trás das marcas que você usa todo dia
Unilever: o império invisível por trás das marcas que você usa todo dia - Créditos: depositphotos.com / balazs.sebok@outlook.com

A Unilever se consolidou como um dos maiores impérios globais de bens de consumo, controlando marcas presentes no dia a dia em categorias como higiene, limpeza e alimentos, muitas vezes sem que o consumidor perceba que pertencem ao mesmo grupo.

Como a Unilever se tornou um império de marcas no cotidiano

A Unilever é dona de marcas populares como Dove, Rexona, OMO, Knorr e Hellmann’s, presentes em rotinas de banho, cozinha e limpeza.

Em vez de destacar o nome corporativo, a empresa aposta em várias marcas fortes e segmentadas.

Essa estratégia permite atuar em diferentes faixas de preço, culturas e preferências, mantendo presença ampla e discreta.

O resultado é um portfólio global com forte adaptação local, que garante relevância em mercados desenvolvidos e emergentes.

Unilever: o império invisível por trás das marcas que você usa todo dia
Unilever: o império invisível por trás das marcas que você usa todo dia – Créditos: depositphotos.com / doganmesut@hotmail.com

Como surgiu a Unilever e qual foi o papel do sabão e da margarina

A origem da Unilever remonta à britânica Lever Brothers, fundada em 1885 e focada em sabão, e à Margarine Unie, união de fabricantes de margarina na Holanda.

Ambas utilizavam óleos e gorduras semelhantes em seus produtos.

Entre 1929 e 1930, as duas companhias se fundiram, formando a Unilever.

A nova empresa explorou sinergias em matérias-primas, logística e distribuição, acelerando o crescimento e ampliando a presença em pontos de venda ao redor do mundo.

Como a Unilever se tornou uma empresa verdadeiramente global

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Unilever separou formalmente suas operações britânicas e holandesas para reduzir riscos, ao mesmo tempo em que avançava para mercados como Estados Unidos, Ásia e América Latina.

Essa estratégia protegeu ativos e abriu caminho para a expansão.

No pós-guerra, a empresa diversificou além de sabões e margarinas, entrando em alimentos, higiene e cuidados pessoais.

Em países como o Brasil, cresceu por meio de aquisições de empresas locais, combinando conhecimento regional com escala global.

Unilever: o império invisível por trás das marcas que você usa todo dia
Unilever: o império invisível por trás das marcas que você usa todo dia – Créditos: depositphotos.com / monticello

Quais são as principais marcas que sustentam o portfólio da Unilever

A partir da segunda metade do século XX, o crescimento foi guiado por aquisições e lançamentos em alimentos, beleza, cuidados pessoais e limpeza.

Algumas marcas assumiram papel central na estratégia global da companhia, concentrando investimentos e inovação.

Entre as marcas mais importantes da Unilever, destacam-se:

  • Dove: sabonetes e cuidados com pele e cabelo, com foco em autocuidado.
  • Rexona (Sure ou Degree): desodorantes adaptados a diferentes públicos e climas.
  • OMO: detergentes e sabão em pó para roupas em diversos países.
  • Knorr: caldos, temperos e alimentos para preparo diário.
  • Hellmann’s: maionese e molhos para lares e serviços de alimentação.
  • Marcas de sorvete operando sob guarda-chuvas regionais ou locais.

Como a Unilever reorganizou seu portfólio e quais desafios recentes enfrentou

Na década de 2010, com centenas de marcas e maior complexidade, a Unilever adotou a estratégia de Power Brands, concentrando recursos nas marcas que geram mais de 75% da receita.

Negócios menos estratégicos, como o de margarinas, foram vendidos para enxugar o portfólio.

Nos últimos anos, a empresa enfrentou impactos da COVID-19 nas cadeias de suprimentos e controvérsias envolvendo marcas como Ben & Jerry’s.

Ainda assim, manteve receita anual em torno de 60 bilhões e segue avaliando ajustes, como a possível separação de parte das marcas de sorvete, com listagens em Londres, Amsterdã e ADRs nos Estados Unidos.

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