Turista cai no monte Rinjane, onde Juliana Marins morreu, mas é resgatado
O caso ocorre poucos dias após a morte da turista brasileira, evidenciando os riscos presentes nesse destino de aventura.
O Monte Rinjani, localizado na ilha de Lombok, na Indonésia, voltou a ser destaque após registrar mais um acidente envolvendo turistas. Na última 6°feira, 27, um alpinista da Malásia sofreu uma queda de aproximadamente 200 metros durante uma trilha, sendo rapidamente resgatado pelas equipes de emergência do parque.
O caso ocorre poucos dias após a morte de uma turista brasileira, evidenciando os riscos presentes nesse destino de aventura.
De acordo com informações das autoridades locais, o acidente aconteceu em uma das trilhas mais conhecidas do parque, por volta das 15h20 do horário local.
O turista malaio foi encontrado com fraturas no quadril e ferimentos na cabeça, mas, após o resgate, foi informado que seu estado de saúde era estável e ele estava apto a realizar atividades básicas.
O incidente reforça a necessidade de atenção redobrada durante expedições em ambientes montanhosos.
Por que o Monte Rinjani atrai tantos aventureiros?
O Monte Rinjani é o segundo vulcão mais alto da Indonésia, com 3.726 metros de altitude, e é considerado um dos principais destinos de trekking do Sudeste Asiático.
A paisagem do parque nacional, que inclui o lago Segara Anak e vistas panorâmicas do entorno, atrai milhares de turistas de diferentes países todos os anos. Muitos buscam o desafio de alcançar o cume, enfrentando trilhas íngremes e condições climáticas variadas.
Além do apelo natural, o local é conhecido por sua importância cultural e espiritual para as comunidades locais. O lago Segara Anak, por exemplo, é considerado sagrado e recebe peregrinações de moradores da região.
Esse conjunto de fatores faz com que o Monte Rinjani seja um ponto de encontro para amantes do ecoturismo e da aventura.
Quais são os principais riscos para os turistas ao escalar o Monte Rinjani?
Apesar do fascínio que exerce sobre turistas, o Monte Rinjani apresenta desafios significativos. O terreno acidentado, a altitude elevada e as mudanças bruscas de clima aumentam o grau de dificuldade das trilhas.
Acidentes como quedas, torções e mal-estar devido à altitude são registrados com frequência, exigindo preparo físico e psicológico dos visitantes.
- Trilhas íngremes: Muitos trechos exigem atenção redobrada, principalmente em áreas próximas a penhascos.
- Variações climáticas: Chuvas repentinas e neblina podem reduzir a visibilidade e tornar o solo escorregadio.
- Altitude: Sintomas como tontura e falta de ar são comuns para quem não está acostumado a grandes altitudes.
- Infraestrutura limitada: Apesar dos esforços das autoridades, o acesso a resgate e atendimento médico pode ser demorado em pontos remotos.
Esses fatores tornam fundamental o planejamento prévio e o acompanhamento de guias experientes durante a subida. O uso de equipamentos adequados e o respeito aos limites individuais também são recomendados para minimizar os riscos.

Como funcionam os resgates no Monte Rinjani?
O parque nacional conta com equipes de resgate treinadas para atuar em situações de emergência. Quando um acidente é reportado, os profissionais são acionados e utilizam rotas alternativas para chegar rapidamente ao local, mesmo em áreas de difícil acesso.
O resgate do turista malaio, por exemplo, envolveu deslocamento até uma ponte próxima ao lago Segara Anak, onde a vítima foi estabilizada antes de ser encaminhada para atendimento médico.
- Recebimento do alerta de acidente.
- Deslocamento da equipe de resgate até o ponto indicado.
- Primeiros socorros e estabilização da vítima.
- Transporte para local seguro ou hospital mais próximo.
Os recentes acontecimentos reforçam a importância de seguir as orientações das autoridades do parque e de informar o itinerário antes de iniciar a trilha. O monitoramento constante e a comunicação eficiente entre turistas e equipes de resgate são essenciais para garantir a segurança de todos.
O que mudou após os acidentes recentes?
Após os episódios envolvendo a turista brasileira Juliana Marins e o alpinista malaio, as autoridades do Monte Rinjani intensificaram as medidas de segurança.
Entre as ações adotadas estão o reforço na sinalização das trilhas, a obrigatoriedade do acompanhamento por guias credenciados e a ampliação do treinamento das equipes de resgate.
O objetivo é reduzir o número de acidentes e proporcionar uma experiência mais segura para quem visita o parque.
O Monte Rinjani permanece como um dos destinos mais procurados por aventureiros na Indonésia, mas os acontecimentos recentes servem de alerta para a necessidade de preparo, respeito aos limites e atenção às condições do ambiente.
A busca por aventura deve sempre ser acompanhada de responsabilidade e cuidado com a própria segurança.
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