Trump sugere ação contra Petro na Colômbia: “Soa bem”
Presidente da Colômbia afirmou que ainda irá analisar o que foi dito antes de responder ao que chamou de "ameaça ilegítima" de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu no domingo, 4, que os EUA poderiam realizar na Colômbia uma ação militar semelhante à feita na Venezuela para capturar o ditador Nicolás Maduro.
Em entrevista a jornalistas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que o presidente colombiano, Gustavo Petro, é um “homem doente” e que ele não continuará vendendo cocaína no território americano por muito tempo.
“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, e não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de uma operação militar contra Gustavo Petro, Trump respondeu: “Soa bem”.
A reação de Petro
No X, Gustavo Petro afirmou que ainda irá analisar o que foi dito antes de responder ao que chamou de “ameaça ilegítima” de Trump.
“Hoje vou verificar se as palavras em inglês de Trump correspondem ao que a imprensa nacional noticia. Portanto, responderei mais tarde, quando entender o verdadeiro significado da ameaça ilegítima de Trump.”
Em outra publicação, ele alegou que seu nome não consta em nenhum registro judicial de tráfico de drogas e disse ao presidente americano que pare de difamá-lo.
“Por isso, rejeito veementemente as declarações de Trump baseadas na ignorância. Meu nome não consta em nenhum registro judicial de tráfico de drogas há 50 anos, nem no passado nem no presente. Pare de me difamar, Sr. Trump. Não é assim que se ameaça um presidente latino-americano que emergiu da luta armada e, posteriormente, da luta pela paz do povo colombiano. Fiz parte da organização clandestina que lutou pela democracia na Colômbia contra a ditadura civil do ‘Estado de Sítio’, a organização que, em 1974, muito antes de Chávez, realizou a operação para erguer novamente a espada de Bolívar, a espada que ele disse que jamais embainharia até que a injustiça na Grã-Colômbia tivesse chegado ao fim. Fiz parte do M-19, que intermediou a primeira paz na América Latina contemporânea.”
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