Trump reúne CEOs de big techs e ouve elogios em jantar
Apple fala em US$ 600 bi nos EUA; Casa Branca enfatiza educação em inteligência artificial
O presidente Donald Trump reuniu na quinta, 4, chefes das maiores empresas de tecnologia para um jantar na Casa Branca, após um dia de agendas sobre educação em inteligência artificial. A ausência de Elon Musk foi destaque.
No encontro, executivos agradeceram ao governo pelas iniciativas para ampliar investimentos em semicondutores e IA no país, e citaram planos de novas aplicações de capital.
O evento, inicialmente pensado para o Rose Garden, acabou transferido para o State Dining Room por causa da chuva.
Sam Altman, da OpenAI, elogiou a orientação econômica do governo.
Segundo ele, a política “pró-negócios e pró-inovação” criaria condições para os Estados Unidos manterem liderança prolongada no setor.
Tim Cook afirmou que a Apple projeta investir US$ 600 bilhões no país e atribuiu a decisão ao “tom” dado pela administração. Ambas as falas foram feitas no jantar.
Durante a conversa, Trump disse que a Casa Branca trabalha para destravar ligações de centros de dados à rede elétrica, um gargalo para treinar e operar modelos de IA.
O presidente afirmou que sua equipe tem atuado para acelerar a concessão de licenças e ampliar capacidade, destacando que parte dos entraves ocorre nos estados.
Ele descreveu a mesa como composta por “pessoas brilhantes” e um grupo de “alto QI”.
Sundar Pichai, do Google, e Arvind Krishna, da IBM, participaram das agendas e, mais cedo, estiveram na reunião da Força-Tarefa de Educação em IA da Casa Branca, coordenada pela primeira-dama Melania Trump.
De acordo com o Escritório da primeira-dama, o grupo se reúne desde o decreto assinado em 23 de abril para promover capacitação de estudantes e professores.
Em comunicado, o gabinete informou que mais de 135 compromissos do setor privado foram apresentados para apoiar ações de educação em IA.
No jantar, Trump mencionou a decisão de uma corte federal no caso antitruste contra o Google envolvendo buscas online.
O presidente disse a Pichai que a empresa “teve um bom dia” no julgamento. O executivo respondeu que estava “feliz por ter terminado”.
Trump também dirigiu uma pergunta a Mark Zuckerberg, do Meta, sobre restrições a discurso no Reino Unido; o empresário respondeu em tom bem-humorado que não estava acompanhando a pergunta e rejeitou a ideia de iniciar carreira política.
O governo buscou ligar a pauta do jantar a uma estratégia mais ampla de incentivo à produção doméstica e à formação de mão de obra em tecnologia.
Segundo a Casa Branca, a ênfase em educação em IA pretende aproximar escolas, empresas e órgãos públicos para acelerar currículos, programas de certificação e iniciativas de segurança online para jovens — um desdobramento da iniciativa Be Best e de ações recentes chanceladas pelo gabinete da primeira-dama.
Empresas como Microsoft, Nvidia, IBM, Amazon, Google e OpenAI informaram compromissos vinculados ao esforço educacional anunciado no mesmo dia.
A Casa Branca afirma que os anúncios incluem expansão de bolsas, doação de créditos em nuvem e apoio a programas de capacitação docente, elementos apresentados como complementares às promessas de investimento produtivo feitas pelos executivos no jantar.
A ausência de alguns nomes de destaque do setor também chamou atenção. Elon Musk, da Tesla, e Jensen Huang, da Nvidia, não participaram do encontro.
Pessoas próximas ao governo afirmaram que a interlocução com esses executivos segue por meio de agendas específicas ao longo das próximas semanas, mantendo o canal sobre temas como fabricação de chips, fornecimento de energia e exportações de tecnologia.
O governo tem usado os eventos na Casa Branca para sinalizar previsibilidade regulatória e metas de reindustrialização com foco em semicondutores e IA.
No discurso oficial, a estratégia combina facilitação de licenças, estímulo à formação técnica e convites públicos para que as empresas detalhem planos de investimento e criação de empregos.
Com isso, a administração tenta mobilizar capital privado e redesenhar cadeias produtivas críticas no território americano.
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Comentários (1)
Ita
05.09.2025 09:37Autocrata adora puxa-saco e vice versa.