Trump quer US$ 1 bilhão para cargos vitalícios em conselho de Gaza
Lula, Milei e outros líderes foram convidados a integrar grupo criado pelo presidente dos EUA
Os integrantes do Conselho de Paz na Faixa de Gaza, anunciados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terão mandato de três anos, mas poderão ocupar cargos vitalícios caso contribuam com pelo menos US$ 1 bilhão.
A regra consta em um projeto preliminar do estatuto do grupo, enviado a cerca de 60 países e revelado pelas agências Reuters e Bloomberg.
Segundo o documento, “cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da entrada em vigor desta Carta, sujeito à renovação pelo presidente”.
O texto acrescenta que “o mandato de três anos não se aplicará aos Estados-membros que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em fundos em dinheiro para o Conselho de Paz no primeiro ano”.
O Conselho de Paz de Gaza integra a segunda fase do plano apoiado por Washington para o território palestino, que prevê um governo de transição e o fim da guerra entre Israel e o Hamas.
A iniciativa atribui papel central ao governo dos EUA na condução do órgão.
Convite a Lula
O presidente Lula, como mostramos, foi convidado por Trump a integrar o conselho.
A convite ao Brasil foi enviado na sexta-feira, 16, à Embaixada brasileira em Washington. O governo brasileiro deve começar a avaliar a proposta nesta semana.
Trump anunciou o conselho no sábado, 17, e afirmou que se trata de uma peça-chave do plano para Gaza.
“Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”, escreveu o presidente americano.
Outros líderes
Além de Lula, líderes como Javier Milei, da Argentina, Recep Tayyip Erdogan, da Turquia, e Nayib Bukele, de El Salvador, também foram convidados.
Milei confirmou o convite e disse que será “uma honra” participar da iniciativa presidida por Trump.
O estatuto prevê que as decisões sejam tomadas por maioria, com um voto por Estado-membro presente, mas todas estariam sujeitas à aprovação do presidente dos Estados Unidos.
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