Trump: Netanyahu “está muito bravo com o que aconteceu com os bebês”
Republicano disse que apoiará qualquer decisão do premiê israelense sobre a segunda fase do acordo de cessar-fogo e libertação de reféns
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que concordará com a decisão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de manter os termos firmados para a próxima fase do acordo de cessar-fogo e libertação de reféns ou de retomar o combate contra o Hamas em Gaza.
Segundo o republicano, Netanyahu ficou irritado com os assassinatos brutais dos bebês Bibas, confirmados pelas Forças de Defesa (FDI) nesta sexta, 21.
“Ele está muito bravo; ele está muito bravo com o que aconteceu, especialmente o que aconteceu ontem com essas crianças. É tão bárbaro. Você não pensaria que isso aconteceria na era moderna, mas aconteceu”, disse Trump em entrevista à Fox News.
O presidente americano não descartou a possibilidade da retomada da guerra entre Israel e o Hamas.
Em vídeo publicado na quinta, 20, Netanyahu prometeu vingança aos terroristas.
Segundo o premie israelense, a “a voz do sangue” dos entes perdidos pede um ‘acerto de contas’ com os terroristas, prometendo devolver todos os reféns mantidos em Gaza a Israel.
“Próprias mãos”
O porta-voz das Forças de Defesa Israelenses, FDI, Daniel Hagari, afirmou em uma declaração pela televisão que os terroristas do Hamas assassinaram as crianças da família Bibas “com as próprias mãos“.
“Ariel e Kfir não foram mortos em um ataque aéreo. Ariel e Kfir Bibas foram assassinados por terroristas a sangue frio. Os terroristas não atiraram nos dois garotos. Eles os mataram com as próprias mãos. Depois, eles cometeram atos horríveis para encobrir essas atrocidades. Esta avaliação é baseada em descobertas forenses e inteligência”, disse o porta-voz em vídeo.
Hagari desmentiu a versão do Hamas de que os bebês foram mortos em um ataque aéreo israelense.
O porta-voz disse ainda que os terroristas mutilaram os corpos das crianças para esconder o crime.
“Os extremistas cometeram um crime desprezível, tratando os indefesos como o Estado Islâmico fez”, afirmou.
Hagari conversou com o pai das crianças, Yarden Bibas, que foi libertado em 1º de fevereiro.
Segundo o porta-voz, o ex-refém “quer que o mundo saiba a maneira brutal com que os seus filhos foram assassinados”.
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