Trump faz exigências para reduzir número de agentes em Minneapolis
Governo exige o fim do status de cidades santuário e o auxílio policial em prisões após a morte de americanos em operações de imigração
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a redução do contingente federal em Minnesota depende da colaboração das autoridades locais em prisões e nos processos de deportação. Em diálogo com o governador Tim Walz, nesta segunda-feira, 26, Trump estabeleceu as condições de um possível acordo.
De acordo com Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, “o presidente delineou um plano simples e concreto para reestabelecer a lei e a ordem em Minnesota”.
Entre as exigências, que líderes democratas transfiram a custódia de estrangeiros detidos com mandados abertos ao governo federal, encerrando assim o status de “santuário” de cidades como Minneapolis.
Além disso, que a polícia local colabore ativamente com as autoridades federais, e concorde em “entregar todos os estrangeiros ilegais que sejam presos”, além de “auxiliar os agentes federais na prisão de estrangeiros ilegais criminosos”.
Caso as exigências sejam aceitas, os agentes da Proteção de Fronteiras (CBP) deixarão a região, ainda que o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) mantenha suas atividades no território de Minnesota.
“Conversa muito boa”
Trump afirmou na Truth Social que o diálogo com o governador Walz foi produtivo. O presidente designou Tom Homan para gerir as operações do ICE na capital do estado.
Homan substituirá a coordenação exercida pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, no comando dos agentes federais na cidade. A mudança ocorre em meio a protestos e instabilidade nas vias públicas de Minneapolis.
A administração federal estabeleceu que a polícia local deve prestar assistência direta aos agentes federais. Esta cooperação é vista pela Casa Branca como requisito para a diminuição da presença de outras agências de fronteira.
Contexto das operações e reações políticas
A pressão sobre a administração federal aumentou após a morte de dois cidadãos em intervenções do ICE. Renee Nicole Good morreu no dia 7 e o enfermeiro Alex Pretti no último sábado.
A versão do governo é que Renee tentou atingir um oficial com um veículo durante a abordagem. No caso de Pretti, o governo o classificou como ameaça interna, embora ele não tenha sacado sua arma.
“Ninguém na Casa Branca gosta de ver pessoas machucadas ou mortas, e isso inclui Renee Good, Alex Pretti, agentes federais e as dezenas de vítimas de imigrantes ilegais criminosos”, declarou Leavitt.
A porta-voz atribuiu a responsabilidade pelos incidentes à postura dos líderes democratas. Segundo a Casa Branca, a falta de apoio local gera riscos aos agentes federais em serviço no estado.
Leavitt criticou o uso de termos que associam o serviço de imigração a polícias políticas históricas. Segundo ela, tal retórica contribui para a elevação dos conflitos em áreas urbanas.
“Comparar [o serviço de imigração] com a Gestapo nazista, chamá-lo de ‘a polícia de Donald Trump’, é desprezível, é vergonhoso e é o que levou à escalada de tensões em Minneapolis e em tantos outros lugares no país”, afirmou.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)