Trump e Petro definem ações contra guerrilhas na Colômbia
Países formam aliança contra o Exército de Libertação Nacional (ELN), principal guerrilha colombiana em atividade
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, concordaram em realizar ações conjuntas contra o Exército de Libertação Nacional (ELN), principal guerrilha colombiana em atividade.
A informação foi confirmada pelo ministro do Interior da Colômbia, Armando Benedetti, após uma ligação telefônica entre os presidentes na noite de quarta-feira, 7.
Segundo Bendetti, Petro e Trump “se comprometeram a fazer ações conjuntas” contra o ELN.
Em dezembro, a guerrilha ordenou o confinamento de civis em áreas sob seu controle, em uma ação classificada pelo próprio grupo como uma “greve armada”, apresentada como resposta às supostas “ameaças de intervenção” feitas por Trump.
“Grande honra”
Na quarta, 7, Trump afirmou que Petro entrou em contato para “explicar a situação das drogas” e tratar de desentendimentos recentes entre os dois.
Segundo Trump, há expectativa de que ambos se encontrem nas próximas semanas, na Casa Branca, em Washington.
“Foi uma grande honra conversar com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que ligou para explicar a situação das drogas e outros desentendimentos que temos tido. Agradeci sua ligação e seu tom, e espero encontrá-lo em breve”, escreveu.
Trump afirmou que os preparativos para o encontro estão sendo conduzidos pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em conjunto com o ministro das Relações Exteriores da Colômbia.
Sanções
Em outubro do ano passado, o governo Trump aplicou sanções a Petro, à primeira-dama, Verónica del Socorro Alcocer Garcia, ao filho mais velho, Nicolas Petro e o ministro do Interior, Armando Benedetti, por envolvimento no “comércio global de drogas ilícitas”.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que Petro permitiu com que os cartéis “prosperassem” na Colômbia.
“Desde que o presidente Gustavo Petro assumiu o poder, a produção de cocaína na Colômbia atingiu o ritmo mais rápido em décadas, inundando os Estados Unidos e envenenando os americanos”, afirmou.
O presidente Petro permitiu que cartéis de drogas prosperassem e se recusou a impedir essa atividade. Hoje, o presidente Trump está tomando medidas enérgicas para proteger nossa nação e deixar claro que não toleraremos o tráfico de drogas para o nosso país”, continuou Bessent.
Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) revelam que o cultivo de coca na Colômbia aumentou 10% em 2023, ano em que Petro assumiu o governo.
O crescimento representou um aumento potencial de 53% na produção de cocaína em relação a 2022.
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