Trump é informado sobre opções de ataque ao Irã
Segundo jornais americanos, presidente recebeu cenários que vão de ataques militares a ações cibernéticas e novas sanções
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), avalia opções de resposta aos protestos no Irã e foi informado nos últimos dias sobre cenários que incluem ataques militares, segundo autoridades americanas ouvidas pelo New York Times e pelo Wall Street Journal.
Em declarações públicas recentes, Trump voltou a ameaçar intervir caso a repressão se intensifique. No sábado, como mostramos, ele escreveu nas redes sociais:
“O Irã está olhando para a LIBERDADE, talvez como nunca antes. Os EUA estão prontos para ajudar!!!”.
Segundo autoridades ouvidas pelos jornais, Trump foi informado sobre diferentes caminhos possíveis, que incluem desde ataques militares — inclusive contra alvos não militares em Teerã — até medidas como ações cibernéticas, novas sanções e o reforço de iniciativas online contra o regime iraniano. As discussões são descritas como preliminares.
A Casa Branca, questionada sobre o planejamento, limitou-se a remeter às declarações públicas do presidente.
O Wall Street Journal afirmou ainda que Trump deve receber um briefing formal sobre o tema nesta terça-feira.
Risco de escalada
Autoridades dos EUA afirmam que qualquer ação precisaria evitar um efeito contrário, como o fortalecimento do apoio interno ao regime iraniano ou retaliações que coloquem em risco militares e diplomatas americanos na região.
Um alto oficial militar disse que comandantes pediriam mais tempo para preparar defesas em caso de represálias.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou na sexta-feira que o regime “não vai recuar” diante dos protestos em larga escala.
No mesmo dia, Trump disse que o Irã “está em grande encrenca” e reforçou o tom de ameaça.
“Eu fiz a declaração de forma muito clara de que, se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, nós vamos nos envolver”, disse a repórteres. “Nós vamos atingi-los muito duro onde dói.”
Segundo a Reuters, o secretário de Estado, Marco Rubio, conversou por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre os protestos no Irã. Em publicação nas redes sociais, Rubio também escreveu que os Estados Unidos “apoiam o bravo povo do Irã”.
Neste domingo, 11, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, advertiu os Estados Unidos contra qualquer ação militar.
“Sejamos claros: no caso de um ataque ao Irã, os territórios ocupados (Israel), bem como todas as bases e navios dos EUA, serão nosso alvo legítimo”, afirmou.
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