Trump dobra tarifa sobre aço e alumínio
Medida protecionista, que entrará em vigor na próxima quarta, deve afetar diretamente o Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), anunciou nesta sexta-feira, 30, que vai dobrar as tarifas sobre importações de aço e alumínio, elevando a taxa para 50%.
A medida protecionista, que entrará em vigor na próxima quarta-feira, 4, deve afetar diretamente o Brasil, o segundo maior fornecedor do produto aos EUA.
“Não vamos permitir que aço seja vendido no exterior sem a devida proteção. As taxas protegem o aço dos EUA contra dumping. Ninguém vai evitá-las”, afirmou Trump durante discurso na fábrica da US Steel, em Pittsburgh.
Na rede Truth Social, presidente escreveu:
“Nossos setores de aço e alumínio estão se recuperando como nunca antes. Essa será mais uma GRANDE sacudida de ótimas notícias para nossos maravilhosos trabalhadores.”
Brasil é um dos principais atingidos
O Brasil exportou 4,49 milhões de toneladas de aço para os EUA em 2024, um aumento de 14,1% em relação ao ano anterior.
Segundo o American Iron and Steel Institute, o país foi o segundo maior fornecedor, atrás apenas do Canadá. De acordo com o Itaú, 61% de todo o aço exportado pelo Brasil teve os Estados Unidos como destino.
Os produtos semiacabados — matéria-prima para chapas, tubos e perfis — são o principal item vendido pelos brasileiros aos americanos.
Em 2024, o valor total das exportações brasileiras de aço e ferro para os EUA foi de US$ 4,67 bilhões, o equivalente a 14,9% do total importado pelo país.
Mercado reage
A decisão de Trump repercutiu no mercado. Os ADRs da Gerdau subiram 6,46% no pregão estendido da Bolsa de Nova York, cotados a US$ 2,80. A valorização é atribuída ao fato de a empresa ter fábricas nos Estados Unidos, o que reduz o impacto das novas tarifas.
Em fevereiro, Trump já havia fixado em 25% a tarifa sobre aço e alumínio, eliminando isenções. Agora, ao elevar a alíquota para 50%, amplia a pressão sobre exportadores como Brasil, México, Coreia do Sul e Canadá.
Em 2024, os Estados Unidos absorveram 47,9% das exportações brasileiras de produtos siderúrgicos. A China, segundo maior destino, ficou com 10,7%.
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