Trump anuncia tarifa de 25% a “qualquer país” que faça negócios com Irã
Presidente americano aumenta pressão sobre o regime iraniano em meio a protestos no país
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 12, a imposição de uma tarifa de 25% a todos os países que façam negócios com o Irã.
A decisão foi tomada em meio aos protestos contra o regime iraniano do aiatolá Ali Khamenei.
Em sua rede Truth Social, o republicano publicou:
“Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos da América. Esta ordem é final e irrecorrível. Agradecemos a sua atenção a este assunto! PRESIDENTE DONALD J. TRUMP (TS: 12 de janeiro, 16h46 ET)”, escreveu.
Ação militar
No domingo, 11, Trump afirmou que considera uma ação militar “muito forte” contra o regime do aiatolá Ali Khamenei devido à violenta repressão aos manifestantes que protestam no país.
“Parece que algumas pessoas que não deveriam ter morrido foram mortas. Esses atos foram violentos. Se você os chama de líderes, não sei se são líderes ou se apenas governam pela violência, mas estamos analisando a situação com muita seriedade. Os militares estão investigando e estamos considerando algumas medidas muito fortes. Tomaremos uma decisão. Alguns manifestantes morreram no tumulto. Eram muitos, e alguns foram baleados. Receberemos um relatório completo? Estou recebendo informações a cada hora. E tomaremos uma decisão”, disse o republicano a jornalistas a bordo do Air Force One.
Trump disse ainda que o Irã propôs negociações.
Diálogo aberto com os EUA
Teerã confirmou a informação nesta segunda-feira, 12.
“O canal de comunicação entre o nosso Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, e o enviado especial dos EUA [Steve Witkoff] está aberto e as mensagens são trocadas sempre que necessário”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei.
Segundo o porta-voz, os contatos permanecem abertos por meio da Suíça, o intermediário tradicional entre os dois países.
“Eles [os EUA] abordaram alguns casos, ideias foram levantadas e, em geral, (…) a República Islâmica é um país que nunca saiu da mesa de negociações”, continuou.
Para o Irã, no entanto, que as “mensagens contraditórias” dos EUA demonstram falta de seriedade e não eram convincentes.
Mortos em protestos
Sediado nos EUA, o grupo de direitos humanos HRANA disse ter verificado a morte de 490 manifestantes no Irã, além de 48 membros das forças de segurança.
O grupo diz ainda que mais de 10.600 pessoas foram presas no país desde 28 de dezembro, quando os protestos começaram.
O Irã não divulgou um número oficial de mortos.
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