Terrorista de Manchester estava livre sob fiança por suposto estupro, diz imprensa britânica
Nascido na Síria, Jihad al-Shamie não estava no radar dos agentes antiterrorismo ou do MI5
Jihad al-Shamie, autor do ataque terrorista a uma sinagoga de Manchester, no Reino Unido, na quinta-feira, 2, estava livre sob fiança por um suposto estupro, segundo a imprensa britânica.
Os jornais Guardian e Telegraph noticiaram nesta sexta, 3, que o autor do crime era investigado por um suposto ataque sexual ocorrido no início de 2025.
Nascido na Síria, ele não estava no radar dos agentes antiterrorismo ou do MI5, a agência de inteligência doméstica do Reino Unido.
No ataque, Jihad al-Shamie atropelou e esfaqueou pessoas em frente à sinagoga da Congregação Hebraica de Heaton Park, em Crumpsall, no norte de Manchester.
Duas pessoas morreram, e três ficaram gravemente feridas.
O agressor foi morto a tiros pela polícia.
Ferimentos à bala
A Polícia da Grande Manchester (GMP) informou, com base nos primeiros exames post mortem, que uma das vítimas sofreu um “ferimento consistente com um ferimento à bala”.
“Acredita-se atualmente que o suspeito, Jihad Al Shamie, não estava de posse de arma de fogo e os únicos tiros disparados foram dos Oficiais Autorizados de Armas de Fogo do GMP, enquanto trabalhavam para impedir o agressor de entrar na sinagoga e causar mais danos à nossa comunidade judaica”, afirmou a polícia em comunicado.
“Conclui-se, portanto, que, sujeito a um exame forense mais aprofundado, este ferimento pode, infelizmente, ter sido sofrido como uma consequência trágica e imprevista da ação urgentemente necessária tomada por meus oficiais para pôr fim a este ataque cruel”, acrescentou.
Um dos feridos também foi atingido por tiros.
Escalada de antissemitismo
O ataque em Crumpsall ocorreu no Yom Kippur, o dia mais sagrado do calendário judaico, em meio ao aumento dos incidentes antissemitas no Reino Unido.
Segundo o Community Security Trust (CST), organização que monitora crimes de ódio contra judeus, o país registrou 3.528 episódios em 2024, o segundo maior número já documentado.
Somente no primeiro semestre de 2024, a Grande Manchester somou 268 casos, atrás apenas de Londres.
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