Segundo Todd Lyons, os EUA precisam de um ‘Amazon Prime’ da deportação
Diretor de órgão federal americano dedicado a crimes de fronteira e contrabando quer mais eficiência ‘com direitos humanos’
Todd Lyons, diretor do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE), órgão federal dos Estados Unidos responsável pela investigação de crimes relacionados a imigração e contrabando, afirmou nesta quarta-feira, 9, que gostaria de ver a agência ser tratada como “business”, de maneira tão eficiente quando o serviço de entregas da Amazon.
Para Lyons, um dos palestrantes da administração do governo de Donald Trump na convenção sobre segurança das fronteiras ocorrida em Phoenix, Arizona, o processo de deportação de imigrantes deveria corresponder a processos comerciais e primar pela eficiência, “como a Amazon, mas com direitos humanos”.
De acordo com o jornal The Guardian, outros palestrantes do evento fizeram elogios a Trump pelo uso de uma antiga lei de 1798, acionada pela última vez durante a Segunda Guerra, contra os japoneses: “Alien Enemies Act”, Lei de Inimigos Estrangeiros.
Leia também: Venezuela aceita retomar voos de deportação dos EUA
Vitória na Suprema Corte
A Lei de Inimigos Estrangeiros foi criada no século 18, quando os Estados Unidos travavam guerra contra a França, e o Congresso de então, de maioria federalista, temia que estrangeiros que viviam no país aderissem à causa francesa.
No último dia 7, a Suprema Corte americana revogou uma liminar que proibia a administração Trump de deportar venezuelanos acusados de serem membros de gangues.
Com o resultado de 5 contra 4 a favor da legalidade do ato, o tribunal no entanto reconhece o direito dos imigrantes à contestação em tempo razoável:
“O aviso deve ser fornecido dentro de um prazo razoável e de uma maneira que lhes permita realmente buscar habeas corpus no local apropriado antes que tal remoção ocorra. […] Os detidos sujeitos a ordens de remoção têm direito a aviso e a uma oportunidade de contestar sua remoção”.
Leia também: Trump recorre à Suprema Corte para bloquear retorno de imigrante
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)