Satélite da NASA capta imagem inédita de tsunami gigante no Pacífico

08.02.2026

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Satélite da NASA capta imagem inédita de tsunami gigante no Pacífico

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 04.12.2025 14:53 comentários
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Satélite da NASA capta imagem inédita de tsunami gigante no Pacífico

Descoberta exige revisão de modelos de risco e alerta costeiro

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Satélite da NASA capta imagem inédita de tsunami gigante no Pacífico
Satélite foi capaz de detectar detalhes nunca antes vistos de um tsunami

Um satélite da NASA obteve nesta semana a primeira imagem de alta resolução de um tsunami de grande porte cruzando o oceano Pacífico, revelando detalhes que mudam a forma como cientistas entendem o comportamento dessas ondas e suas ameaças.

O que o satélite captou e por que é inédito?

O satélite SWOT, desenvolvido pela NASA em parceria com a agência espacial francesa, sobrevoou a região afetada pelo tsunami logo após o terremoto de magnitude 8,8 na zona de subducção de Kuril-Kamchatka em julho de 2025.

Ele registrou uma faixa contínua de superfície do oceano com altíssima definição, capturando o deslocamento da onda em tempo real e com precisão espacial jamais vista.

Até então, o monitoramento de tsunamis dependia de boias dispersas no oceano profundo, que registram alterações pontuais no nível do mar. Com o SWOT, foi possível observar o deslocamento completo da onda num corte amplo, cobrindo centenas de quilômetros, algo que os métodos tradicionais nunca permitiram.

Imagem mostra detalhes do tsunami capturado pelo satélite da NASA – NASA/JPL-Caltech

Como mudou o entendimento sobre tsunamis em alto mar

A imagem capturada pelo satélite revelou que a onda não se comportou como uma massa única e uniforme, como se acreditava, mas sim como um conjunto de frentes que se propagam, dispersam e interagem entre si, formando padrões complexos de energia no oceano. Isso desafia modelos antigos que tratavam grandes tsunamis como ondas “não-dispersivas”.

Os dados mostraram que há formação de ondas secundárias e dispersão de energia, o que implica que a ameaça ao litoral pode variar, nem sempre a onda principal será o único perigo. Ondas subsequentes, com menor altura ou ritmos diferentes, também podem atingir a costa com impacto considerável.

Implicações para alertas e defesa costeira

Com essas observações, os modelos de previsão de tsunami terão que ser revisados. A dispersão e a complexidade reveladas pelo satélite exigem que sistemas de alerta considerem não apenas a onda inicial, mas também outras frentes que podem surgir e causar estragos.

Para autoridades costeiras e comunidades vulneráveis, isso significa a necessidade de revisão em protocolos de evacuação e de preparo, já que o comportamento das ondas pode ser mais imprevisível do que se pensava. A integração entre satélites, boias e dados sísmicos se mostra cada vez mais essencial.

Dados do satélite SWOT sobre o tsunami. A estrela indica o hipocentro do evento. A onda principal do tsunami, mostrada em vermelho, ultrapassou os 45 centímetros de altura – Ruiz‐Angulo et al., TSR, 2025

O papel do satélite como nova “janela” para o oceano profundo

O SWOT foi lançado em dezembro de 2022 com a missão de mapear águas superficiais do planeta: rios, lagos e oceanos. Ele nunca havia sido usado antes para captar tsunamis em detalhes. Este registro recente mudou essa realidade e colocou a tecnologia espacial como uma nova ferramenta de monitoramento e prevenção de desastres naturais.

Graças à sua capacidade de mapear faixas largas do oceano com alta precisão, ele permite um entendimento global da propagação da onda, algo crucial para antecipar impactos e salvar vidas em regiões costeiras.

Por que essa descoberta é um marco na ciência dos oceanos

Esta é a primeira vez que a comunidade científica consegue observar, de forma clara e detalhada, a estrutura completa de um tsunami em alto mar, algo que era impossível com os sistemas anteriores. A riqueza de dados abre caminho para novos estudos sobre propagação de ondas, energia oceânica e risco costeiro.

Além disso, comprova que combinar tecnologia espacial com sensores marítimos e dados geológicos é o caminho para melhorar previsões e respostas a desastres naturais no futuro próximo.

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