Rússia reforça apoio a “amigos” na Venezuela diante de pressão dos EUA
Declaração do Kremlin é feita após divulgação de reportagem que apontou pedido de apoio militar de Maduro à Rússia e à China
O governo da Rússia anunciou neste domingo, 2, que acompanha “de perto” os desdobramentos da crise entre a Venezuela e os Estados Unidos. A declaração foi feita pelo porta-voz Dmitry Peskov após a divulgação de uma reportagem do The Washington Post que apontou um pedido de apoio militar do ditador Nicolás Maduro à Rússia e à China.
Peskov disse à agência Tass que Moscou mantém “diversas obrigações contratuais” com Caracas e mantém comunicação constante com o regime chavista.
“Estamos realmente em contato com nossos amigos na Venezuela. Claro, queremos que tudo permaneça pacífico e que não surjam novos conflitos na região. O mundo já está cheio de conflitos”, afirmou o porta-voz.
O governo russo confirmou que o tratado de parceria estratégica assinado em maio entre os dois países foi ratificado em outubro pela Duma Estatal, o Parlamento russo. O acordo prevê cooperação em energia, mineração, transporte, comunicações, segurança e combate ao terrorismo.
Segundo o vice-chanceler Sergey Ryabkov, o pacto tem “importância especial diante da pressão militar direta e sem precedentes dos Estados Unidos”.
Moscou é um dos principais aliados internacionais de Caracas. A Venezuela mantém sistemas de defesa de fabricação russa e, segundo Maduro, conta com 5 mil mísseis posicionados em pontos estratégicos.
Escalada no Caribe
Desde agosto, os Estados Unidos intensificaram operações navais no Caribe, sob o argumento de combater o narcotráfico.
Segundo o Pentágono, mais de uma dezena de ataques foi realizada contra embarcações suspeitas, resultando em pelo menos 64 mortes.
Caracas acusa Washington de usar a “guerra às drogas” como pretexto para ações militares próximas ao seu território.
Leia também: A lista de navios e aeronaves enviadas pelos EUA à costa da Venezuela
Trump nega ataque
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou na última sexta-feira, 31, ter ordenado ataques contra instalações militares na Venezuela.
Questionado por um repórter sobre as notícias divulgadas pelo jornal americano Miami Herald, Trump foi categórico: “Não.”
A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, também descartou as informações.“Fontes anônimas não sabem do que estão falando. Qualquer anúncio referente à política em relação à Venezuela virá diretamente do Presidente”, disse à Fox News.
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Comentários (2)
Marian
03.11.2025 08:51Pedido de ajuda bélica? Rs não teria sido pedido de asilo?
Marcia Elizabeth Brunetti
03.11.2025 08:29Trump é Putin estarão brigando pelo petróleo da Venezuela. Maduro é apenas um peão desse jogo.