Rússia bombardeia Ucrânia e deixa milhões sem energia
Em Kiev, quase 6 mil edifícios ficaram sem aquecimento em meio a temperaturas de cerca de −10 °C
A Rússia lançou na madrugada deste sábado, 24, um novo ataque em grande escala contra o sistema de energia da Ucrânia. Cerca de 1,2 milhão de imóveis ficaram sem eletricidade em todo o país.
Em Kiev, quase 6 mil edifícios ficaram sem aquecimento pela manhã, em meio a temperaturas em torno de -10 °C. Muitos apartamentos já estavam frios devido a danos acumulados no sistema centralizado de distribuição de calor após ataques anteriores.
Segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, uma pessoa morreu na capital e quatro ficaram feridas, três delas hospitalizadas.
Em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, 19 pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas.
Ataque em meio às negociações
Os bombardeios ocorreram enquanto negociações entre Rússia e Ucrânia, mediadas pelos Estados Unidos, entravam no segundo dia nos Emirados Árabes Unidos.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia acusou o ditador russo, Vladimir Putin, de ordenar o ataque durante as conversas diplomáticas.
“Esse ataque bárbaro prova mais uma vez que o lugar de Putin não é na mesa de negociações de paz, mas sim no banco dos réus do tribunal especial”, escreveu Andrii Sibiha no X.
A Força Aérea ucraniana informou que a Rússia lançou 375 drones e 21 mísseis, incluindo dois mísseis balísticos Tsirkon, raramente utilizados.
As defesas aéreas iluminaram o céu de Kiev com explosões enquanto tentavam interceptar os alvos.
De acordo com autoridades ucranianas, mais de 800 mil pessoas ficaram sem energia na capital e outras 400 mil na região norte de Chernihiv.
Kiev já havia sido alvo de ao menos dois ataques noturnos em massa desde o início do ano, o que afetou principalmente o fornecimento de energia.
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