Reconhecimento da Palestina é “enorme recompensa ao terror”, diz Netanyahu

07.04.2026

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Reconhecimento da Palestina é “enorme recompensa ao terror”, diz Netanyahu

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 21.09.2025 13:43 comentários
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Reconhecimento da Palestina é “enorme recompensa ao terror”, diz Netanyahu

Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal formalizaram neste domingo reconhecimento do Estado palestino

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4 minutos de leitura 21.09.2025 13:43 comentários 2
Reconhecimento da Palestina é “enorme recompensa ao terror”, diz Netanyahu
Reprodução/ Redes Sociais

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (foto) afirmou neste domingo, 21, que a resposta de Israel ao reconhecimento de um Estado palestino pelo Reino Unido, Austrália e Canadá será dada após seu retorno dos Estados Unidos, onde ele participará da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

“Tenho uma mensagem clara para os líderes que reconhecem um Estado palestino após o horrível massacre de 7 de outubro — vocês estão oferecendo uma enorme recompensa ao terror”, disse o premiê em vídeo.

“Isso não vai acontecer”, disse. “Um Estado palestino não será estabelecido a oeste do Jordão”.

Ele acrescentou que “a resposta à recente tentativa de nos impor um Estado terrorista no coração de nossa terra será dada após meu retorno dos Estados Unidos. Aguardem.”

Mais cedo, Netanyahu disse que usará seu discurso na ONU, em Nova York, para se manifestar contra a criação de um Estado palestino. Segundo ele, a medida “colocaria em risco [a] existência” de Israel.

“Na ONU, apresentarei a verdade. Esta é a verdade de Israel, mas também é a verdade objetiva em nossa justa luta contra as forças do mal, e nossa visão de uma paz real — paz através da força”, disse Netanyahu, em reunião de gabinete. 

Ele anunciou ainda que se encontrará com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, logo após sua participação na conferência.

O premiê disse que Israel precisará “lutar na ONU e em todas as outras arenas contra a propaganda falsa dirigida a nós e contra os apelos pela criação de um Estado palestino”. Para ele, esse movimento seria “uma absurda recompensa ao terror”.

Netanyahu voltou a afirmar que os países que reconhecerem a Palestina na Assembleia-Geral estariam, em sua avaliação, recompensando os ataques do Hamas. 

“A comunidade internacional ouvirá de nós sobre isso nos próximos dias”, acrescentou.

Países avançam no reconhecimento oficial da Palestina

Enquanto Netanyahu reforçava a oposição de Israel, países como Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal avançaram no reconhecimento oficial da Palestina

As decisões foram anunciadas antes da Conferência de Alto Nível sobre Palestina, que acontece em paralelo à Assembleia-Geral da ONU, em Nova York.

No Reino Unido, a pressão para o anúncio cresceu dentro do Partido Trabalhista, com mais de 130 parlamentares defendendo a medida. O premiê Keir Starmer, no entanto, só formalizou a decisão após a visita oficial de Donald Trump a Londres.

Aliado de Israel, Trump disse a jornalistas que essa “é uma das poucas discordâncias” que mantém com o líder britânico. 

Já o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, declarou que “o Canadá reconhece o Estado da Palestina e oferece nossa parceria na construção da promessa de um futuro pacífico tanto para o Estado da Palestina quanto para o Estado de Israel”.

“Extremamente desapontada”

A vice-ministra das Relações Exteriores de Israel, Sharren Haskel, disse à agência Lusa que Tel Aviv está “extremamente desapontada” com essas iniciativas. 

Segundo ela, “quando se dão passos unilaterais, isso só leva o outro lado a também dar passos unilaterais e afasta qualquer opção de compromisso de ambas as partes”.

Haskel classificou o gesto de reconhecimento como uma forma de “recompensar o Hamas e recompensar o terrorismo”.

ONU aprova resolução

A ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou em 12 de setembro uma resolução que defende a criação de dois Estados como solução para o conflito entre Israel e Palestina.

O texto, proposto pela França e Arábia Saudita, exclui a participação do grupo terrorista Hamas.

“No contexto da finalização da guerra em Gaza, o Hamas deve deixar de exercer sua autoridade sobre a Faixa de Gaza e entregar suas armas à Autoridade Palestina, com o apoio e a colaboração da comunidade internacional, conforme o objetivo de um Estado palestino soberano e independente”, diz trecho da resolução.

A proposta foi aprovada por 142 países, com 10 votos contrários e 12 abstenções. Entre os que votaram contra estão os Estados Unidos e Israel.

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Comentários (2)

Fabio B

21.09.2025 21:54

Roger, o que está acontecendo é o Hamas, um grupo terrorista, está sendo referendado por esses países. Esse grupo terrorista postou agradecimentos por legitimarem seu governo terrorista.


Roger

21.09.2025 17:20

Mais de 150 países reconhecem o estado Palestino . Mas, para Israel, todos estão errados. Incontáveis agências e governos reconhecem como genocídio o que Israel cometa na Palestina. Mas, para Israel, estão todos errados. O Antagonista deveria dar o prêmio óleo de peroba para Netanyahu e seu governo .


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