Presidente do Equador afirma ter sido vítima de tentativa de envenenamento
Noboa afirmou que, desta vez, recebeu um presente que incluía geleias e chocolates contaminados: “Três compostos em uma alta concentração. É impossível que não tenha sido intencional”, declarou
O presidente equatoriano Daniel Noboa revelou, na quinta-feira, 23, ter sido vítima de uma tentativa de envenenamento, na qual três substâncias químicas teriam sido misturadas a uma geleia e a chocolates que lhe foram oferecidos durante um evento público.
Em meio a grandes protestos contra sua administração, esta é a segunda acusação feita pelo governo de tentativas de assassinar o presidente.
“Três compostos em uma alta concentração. É impossível que não tenha sido intencional”, afirmou em uma entrevista ao canal CNN.
Outros casos
Em 7 de outubro de 2025, o comboio do presidente Daniel Noboa foi atacado por manifestantes na província de Cañar, especificamente no cantão de El Tambo, enquanto ele se dirigia para anunciar projetos de infraestrutura.
Cerca de 500 pessoas, supostamente ligadas a protestos indígenas contra o corte de subsídios ao diesel, atiraram pedras e, segundo relatos oficiais, houve impactos de balas nos veículos.
O governo equatoriano classificou o incidente como uma “tentativa clara de assassinato e ato de terrorismo”, com o ministro da Defesa afirmando que Noboa escapou ileso. Cinco pessoas foram presas em flagrante por terrorismo.
Alguns relatos ligam o ataque a grupos indígenas ou a infiltrações de cartéis de drogas, mas não há confirmação independente de motivações específicas além dos protestos econômicos.
Contexto de violência
Esses incidentes ocorrem em um cenário de escalada de violência no Equador, com a taxa de homicídios aumentando 40% em 2025, superando 5.000 assassinatos em uma população de 18 milhões.
Noboa declarou “guerra” aos cartéis de drogas, implantando forças militares nas ruas e cortando subsídios ao diesel no valor de US$ 1,1 bilhão, o que gerou protestos massivos.
Alegações anteriores incluem alertas de inteligência em abril de 2025 sobre sicários mexicanos e de outros países planejando assassinar Noboa após sua vitória eleitoral contra a candidata de esquerda Luisa González, supostamente para “aquecer as ruas” e desestabilizar o governo.
Alguns relatos ligam ataques a cartéis como Los Lobos (aliados do CJNG mexicano) ou grupos venezuelanos, mas sem provas concretas.
Noboa permaneceu ileso em todos os casos relatados, e investigações estão em andamento. O governo tem respondido com operações militares contra gangues e mineração ilegal perto da fronteira com a Colômbia.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)