Presidente da Colômbia acusa EUA de violar soberania em ataque
Gustavo Petro diz que Estados Unidos cometeram “assassinato” após ataque a barco em águas territoriais colombianas
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro (foto), acusou os Estados Unidos de cometer “assassinato” após um ataque a um barco em águas territoriais colombianas em setembro. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a soberania do país foi violada.
“O barco colombiano estava à deriva e com o sinal de socorro acionado devido a uma falha no motor”, disse Petro no X. Ele acrescentou: “Aguardamos explicações do governo dos EUA.”
O ataque de 15 de setembro resultou na morte de Alejandro Carranza, que, segundo o presidente colombiano, não tinha ligação com o tráfico de drogas.
Outros ataques
Na quarta-feira da semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que forças americanas atingiram um “submarino transportando drogas”. Segundo Trump, a embarcação estava “carregada principalmente com fentanil e outras drogas ilegais”.
O caso marcou o primeiro registro de sobreviventes desde o início das ofensivas americanas contra navios suspeitos de tráfico no Caribe, que mataram pelo menos 27 pessoas nas semanas anteriores.
Dois sobreviventes foram levados a um navio da Marinha dos EUA e foram devolvidos a seus países de origem, Colômbia e Equador, para detenção e processamento legal.
O presidente colombiano confirmou a chegada do cidadão: “Recebemos o colombiano detido no narcosubmarino, estamos felizes que ele esteja vivo e ele será processado conforme a lei.”
Já em 19 de setembro, Trump havia anunciado outro ataque realizado pelo exército americano contra uma embarcação venezuelana que transportava “narcóticos ilegais em águas internacionais”.
Na ocasião, três “narcoterrroistas” morreram.
O primeiro ocorreu em 2 de setembro.
“Presidente anunciou há poucos instantes, hoje o exército dos EUA realizou um ataque letal no sul do Caribe contra um navio de drogas que havia partido da Venezuela e estava sendo operado por uma organização narcoterrorista designada“, escreveu o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, no X.
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