Por que captura de Maduro não precisou de aval do Congresso, segundo Rubio
Segundo o secretário de Estado americano, a operação realizada no sábado "não foi um ataque à Venezuela"
O secretário de Estado americano, Marco Rubio (foto), afirmou no domingo, 4, que a operação militar na Venezuela, que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro, não precisou do aval do Congresso dos Estados Unidos “porque não se tratava de uma invasão”.
“Esta não foi uma ação que… não, esta não foi uma ação que exigisse aprovação do Congresso. Aliás, não poderia exigir aprovação do Congresso porque não se tratava de uma invasão. Não foi uma operação militar prolongada. Foi uma operação muito precisa que envolveu algumas horas de ação. Foi uma operação muito delicada também. Exigia que todas essas condições estivessem presentes no momento e local certos. Não podíamos nos dar ao luxo de ter vazamentos. Não podíamos nos dar ao luxo de ter nada lá fora que colocasse a missão em risco e causasse mortes ou impedisse a participação na missão e a sua realização. Nem sequer sabíamos se a missão iria acontecer.
Como se pode notificar algo de que nem se tem certeza se vai acontecer? Porque, para que acontecesse, era preciso que as condições meteorológicas estivessem favoráveis. Era preciso que ele estivesse no lugar certo na hora certa. Precisávamos ter forças preparadas para entrar em ação. Havia muitos fatores envolvidos. Foi uma operação baseada em gatilhos”, disse Rubio em entrevista ao programa Meet the Press, da NBC News.
Segundo Rubio, a operação “não foi um ataque à Venezuela”.
“Foi uma operação policial para capturar um narcotraficante indiciado. E, claro, precisávamos do apoio do Ministério da Guerra, porque eles têm mísseis antiaéreos capazes de abater esses helicópteros”, acrescentou.
As graves acusações contra Maduro
Maduro e sua esposa Cilia Flores foram acusados de quatro crimes pela Justiça federal americana: conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para posse desses armamentos em apoio a atividades criminosas.
O indiciamento de 25 páginas detalha as ações que Maduro e Cilia teriam feito para serem alvo dessas acuações.
O documento também acusa o filho de Maduro, Nicolasito, e o ministro do Interior Diosdado Cabello.
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