Policia começa a testar drones para programa de vigilância e segurança urbana
O uso de drones pela polícia está cada vez mais comum em diferentes países, especialmente em áreas com altos índices de criminalidade.
O uso de drones pela polícia tem se tornado cada vez mais comum em diferentes países, especialmente em áreas com altos índices de criminalidade.
Em Nova Gales do Sul, na Austrália, o projeto de policiamento com drones em Moree utiliza aeronaves remotamente pilotadas para reforçar o patrulhamento, ampliar a vigilância aérea e apoiar respostas rápidas a ocorrências, buscando maior eficiência e redução de riscos para policiais e moradores.
Como funciona o uso de drones pela polícia de Moree
Em Moree, duas aeronaves DJI Matrice 4D/4TD ficam estacionadas em bases de recarga no telhado da delegacia, prontas para decolagem remota.
Elas são operadas a partir do Bankstown Airport, na região metropolitana de Sydney, pela unidade de aviação da NSW Police Aviation Command.
O sistema permite acionar rapidamente o policiamento aéreo sem deslocar aviões ou helicópteros tripulados, reduzindo custos e tempo de resposta.
Durante um período de teste de cerca de seis meses, os drones apoiam ocorrências de primeira resposta, como perseguições, acidentes graves e buscas e salvamentos.
Quais são os principais objetivos do uso de drones pela polícia
O foco principal é combater crimes contra o patrimônio, como arrombamentos, furtos e invasões de domicílio, muito acima da média estadual em Moree.
A presença de vigilância aérea constante tende a funcionar como fator de dissuasão, já que deslocamentos suspeitos podem ser acompanhados e registrados em vídeo.
Outro objetivo é reduzir o risco para os policiais em situações de confronto potencial, usando drones para avaliar o ambiente antes da chegada das equipes.
A tecnologia também é vista como recurso importante para localizar pessoas desaparecidas em áreas rurais ou isoladas, aumentando a eficiência das operações.
The NSW town of Moree is participating in an “Australian-first” police drone trial. #aviation #aerospacehttps://t.co/lbpmrB6IA9 pic.twitter.com/dTGq8nEO5I
— Australian Aviation (@ausaviation) January 8, 2026
Quais são as principais aplicações operacionais dos drones policiais
As câmeras embarcadas permitem ampliar imagens, observar deslocamentos e repassar informações em tempo real para as viaturas em solo.
Essas capacidades se desdobram em diferentes aplicações práticas no cotidiano do policiamento, fortalecendo tanto a prevenção quanto a investigação.
- Acompanhamento de suspeitos em tempo real durante perseguições.
- Apoio em buscas e resgates em áreas extensas ou de difícil acesso.
- Registro de cenas de crime e acidentes para análise posterior.
- Ampliação da cobertura policial sem uso constante de aeronaves tripuladas.
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Como o projeto lida com privacidade e regras de aviação civil
O uso de drones policiais em áreas povoadas levanta dúvidas sobre privacidade e possíveis abusos de vigilância, o que torna o cumprimento das normas de aviação civil um ponto central.
A polícia de Nova Gales do Sul afirma seguir rigorosamente limites de altitude, rotas de voo e regras impostas pela autoridade reguladora australiana.
O objetivo declarado não é monitorar áreas privadas indiscriminadamente, mas reproduzir com drones o tipo de vigilância já feito com aviões e helicópteros, porém com mais horas de cobertura e menor custo.
As autoridades destacam também o diálogo com a comunidade, explicando quando os drones são acionados, como as imagens são usadas e quais canais existem para reclamações.
Existe alguma iniciativa do uso de drones pela polícia no Brasil?
No Brasil, o uso de drones por forças de segurança também vem se expandindo, embora em formatos diferentes do modelo testado em Moree.
Diversas polícias militares e civis utilizam aeronaves remotamente pilotadas, principalmente em grandes centros urbanos e em operações específicas.
Em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, os drones são empregados em monitoramento de grandes eventos, apoio a operações em áreas de risco, levantamentos de locais de crime, fiscalização de trânsito e buscas por pessoas desaparecidas.
Em alguns municípios, guardas civis municipais também adotaram drones para vigilância de parques, áreas comerciais e regiões com alto índice de furtos e roubos.
Assim como na Austrália, o uso das aeronaves no Brasil precisa seguir as regras da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), que estabelecem limites de altura, zonas de voo e requisitos de segurança.
Além disso, órgãos públicos costumam citar a proteção de dados e a legislação de privacidade como parâmetros para armazenamento e uso das imagens coletadas.
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