Pentágono acusa empresas por apoio ao exército chinês
Departamento de Defesa dos EUA vincula Alibaba, Baidu e BYD ao Exército de Libertação Popular; Pequim critica repressão a empresas nacionais
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos determinou que a Alibaba, Baidu e BYD devem ser adicionadas a um rol de empresas tidas como apoiadoras do Exército de Libertação Popular da China (ELP). Essa conclusão, enviada ao Congresso Americano, tem como objetivo alertar o mercado sobre a conexão dessas corporações com o aparato militar chinês.
Embora a inclusão na chamada lista 1260H não resulte em sanções legais imediatas, ela funciona como uma sinalização significativa para investidores nos EUA. A lista identifica companhias com laços com o Exército chinês que desenvolvem atividades dentro do território americano.
A conclusão foi comunicada aos legisladores pelo subsecretário de Defesa, Stephen Feinberg, em uma correspondência datada de 7 de outubro. A comunicação ocorreu aproximadamente três semanas antes que os líderes Donald Trump e Xi Jinping chegassem a um acordo de trégua comercial abrangente.
Feinberg indicou que, além das três empresas mais reconhecidas, outras cinco merecem ser incluídas: Eoptolink Technology, Hua Hong Semiconductor, RoboSense Technology, WuXi AppTec e Zhongji Innolight. O subsecretário escreveu que, após revisar as informações acessíveis, o Departamento identificou “oito entidades que determinou serem ‘empresas militares chinesas’ de acordo com a lei e que devem ser adicionadas à lista 1260H”.
Reação chinesa
Em uma declaração oficial, o Ministério das Relações Exteriores da China manifestou contrariedade, e garantiu que “se opõe consistentemente à prática dos EUA de definir a segurança nacional de forma excessivamente ampla, estabelecer listas discriminatórias sob diversos pretextos e reprimir injustificadamente empresas chinesas”.
Pequim solicitou que os Estados Unidos corrijam as atitudes consideradas equivocadas. O ministério garantiu que o país tomará providências para “salvaguardar firmemente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas”.
Em um caso específico, a Alibaba já havia rejeitado acusações anteriores, provenientes de um memorando da Casa Branca, de prestar suporte tecnológico ao Exército chinês contra alvos americanos. A empresa definiu as acusações como “completamente falsas”.
Entre os nomes que já figuram na lista de entidades ligadas ao Exército chinês estão companhias aéreas, transportadoras marítimas, empresas de construção, fabricantes de hardware e companhias de comunicações.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)