Parlamento Europeu proíbe a entrada de funcionários diplomáticos do Irã
Segundo Roberta Metsola, a Casa não contribuirá para legitimar o regime do aiatolá Ali Khamenei
A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola (foto), anunciou nesta segunda-feira, 12, a proibição da entrada de funcionários diplomáticos do Irã das dependências da Casa.
Segundo Metsola, o Parlamento não contribuirá para legitimar o regime do aiatolá Ali Khamenei, que se sustenta por meio de ‘tortura, repressão e assassinato’.
“Não pode ser como se nada estivesse acontecendo.
Enquanto o corajoso povo do Irã continua a defender seus direitos e sua liberdade, tomei hoje a decisão de proibir a entrada de todo o pessoal diplomático e quaisquer outros representantes da República Islâmica do Irã em todas as dependências do Parlamento Europeu.
Esta Casa não contribuirá para legitimar este regime que se sustenta através da tortura, da repressão e do assassinato”, escreveu a presidente do Parlamento Europeu no X.
Trump
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse à Fox News que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não tem medo de usar a força letal e o poderio militar dos EUA se e quando julgar necessário “.
No entanto, a diplomacia continua sendo a “primeira opção” do governo americano.
Segundo Leavitt, o Irã está enviando mensagens “bastante diferentes” aos Estados Unidos em privado do que as que divulga publicamente.
Ela acrescentou que Trump tem “interesse em explorar essas mensagens”.
Irã preparado para a guerra?
O ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta segunda-feira, 12, que Teerã não busca a guerra, mas está “totalmente preparado para ela”.
“A República Islâmica do Irã não busca a guerra, mas está totalmente preparada para ela”, disse o ministro a embaixadores estrangeiros.
Segundo Araghchi, o Irã está “mais preparado” do que estava no passado, referindo-se a guerra de 12 dias com Israel em junho de 2025.
Ele ainda alertou seus adversários contra qualquer “erro de cálculo”.
“Também estamos prontos para negociações, mas essas negociações devem ser justas, com igualdade de direitos e baseadas no respeito mútuo”, afirmou.
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