País europeu quebra monopólio dos EUA no treinamento de pilotos de caça F-35
O novo centro de treinamento de F-35 Lightning II na Itália muda a distribuição geográfica do programa, até então concentrado no Arizona
O anúncio de que a Itália sediará o primeiro centro de treinamento de F-35 Lightning II fora dos Estados Unidos, na Base Aérea de Trapani/Birgi, na Sicília, consolida o país como polo estratégico de aviação militar na Europa e reforça sua participação no programa internacional do caça de quinta geração.
O que representa o centro de treinamento de F-35 Lightning II na Itália
O novo centro de treinamento de F-35 Lightning II na Itália muda a distribuição geográfica do programa, até então concentrado na Base Aérea de Luke, no Arizona.
Com Trapani/Birgi, a OTAN passa a contar com um polo avançado em solo europeu, reduzindo deslocamentos, custos operacionais e tempo de formação de novos pilotos.
O local qualificará aviadores para operar o F-35 nas variantes usadas por parceiros europeus e aliados, combinando instrução teórica, simuladores de alta fidelidade e fases práticas em voo.
O centro será fundamental para padronizar doutrina, táticas e procedimentos em um ambiente multinacional.

Como será estruturado o centro de treinamento de F-35 Lightning II em Trapani
A estrutura do centro de treinamento em Trapani/Birgi será baseada em tecnologia de simulação avançada, apoio logístico e análise de dados.
A Lockheed Martin fornecerá simuladores, sistemas de missão e ferramentas digitais, enquanto a Leonardo cuidará da gestão de dados sensíveis e da segurança conforme requisitos dos Estados Unidos.
A Base Aérea de Trapani/Birgi, que já abriga o 18º Gruppo Caccia com Eurofighter, deverá se tornar uma futura Base Operacional Principal de F-35 na Itália.
As obras estão previstas para esta década, com capacidade operacional inicial no fim de 2028 e plena em meados de 2029.
Quais são os principais componentes da infraestrutura do centro
Para cumprir seu papel como polo europeu de treinamento de quinta geração, o centro contará com instalações específicas voltadas à instrução, simulação e suporte técnico.
Esses elementos visam garantir treinamento realista e integração entre diferentes forças aéreas.
- Prédios para instrução teórica e planejamento de missões;
- Salas com simuladores de alta resolução, replicando cabines e cenários reais;
- Centros de análise de desempenho e debriefing de voos e treinamentos;
- Áreas técnicas para suporte de sistemas e atualização de software;
- Espaços adaptados para integração de pessoal de diferentes países.
Quais impactos o centro de treinamento de F-35 trará para a OTAN
O centro de treinamento na Sicília deve impactar diretamente a dinâmica de treinamento da OTAN e de países parceiros, alinhando a capacitação de pilotos que já operam ou receberão o F-35.
Isso aumenta a interoperabilidade entre forças aéreas e melhora a eficiência do uso de recursos.
A localização no Mediterrâneo favorece exercícios em cenários marítimos e de longa distância, facilitando rodízios de esquadrões e intercâmbio de instrutores.
Dessa forma, a Aliança ganha maior disponibilidade de treinamento e capacidade de atualização rápida de táticas e softwares.
Qual é o papel da Itália no programa F-35 Lightning II na Europa
Com o novo centro de treinamento, a Itália reforça seu papel de destaque no programa F-35 na Europa, somando-se à fabricação de componentes, linhas de montagem final e funções de manutenção para usuários regionais.
O país passa a oferecer um pacote integrado de produção, suporte e formação.
Esse ecossistema reduz dependências logísticas de longa distância e cria um ponto de referência europeu para a aviação de combate de quinta geração.
A expectativa é que Trapani/Birgi se mantenha relevante pelo menos até o início da década de 2030, acompanhando a evolução tecnológica do F-35.
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