Opositor reage à ameaça de Maduro de retirar sua nacionalidade
Leopoldo López afirmou que não há precedentes na história da Venezuela de um cidadão nascido no país ter sua nacionalidade cassada
O opositor Leopoldo López (foto) reagiu nesta segunda, 27, à ameaça do regime de Nicolás Maduro de retirar sua nacionalidade.
Em entrevista direto de Madri, onde está exilado desde 2020, López afirmou não se tratar de um fato isolado, mas parte de uma perseguição política desde que foi condenado há 20 anos por acusar Maduro “de ser corrupto, repressor e narcotraficante”.
“Há centenas de milhares de venezuelanos que hoje não podem renovar seus documentos de identidade, não podem renovar seus passaportes e agora estão sofrendo as consequências. Há centenas de milhares de crianças nascidas fora da Venezuela, sem pátria”, denunciou.
“Ou seja, o que Nicolás Maduro está tentando fazer ao me atingir já está sendo aplicado a milhões de venezuelanos que estão sofrendo as consequências da ditadura de Nicolás Maduro dentro e fora da Venezuela”, continuou o opositor.
Segundo López, “não há precedentes na história venezuelana em que um venezuelano nascido na Venezuela tenha sido destituído de sua nacionalidade”.
Pedido de Maduro
No sábado, 25 Maduro solicitou Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) a abertura de um processo para revogar a cidadania de López, alegando que o opositor promoveu a tentativa de derrubada com o apoio de uma suposta ação militar dos Estados Unidos, que enviou navios de guerra ao Caribe.
Não há histórico de venezuelanos de nascimento que tenham sido privados de sua nacionalidade.
O pedido se apoia no artigo constitucional que estabelece o dever de “honrar e defender a pátria”, e também na nova “Lei Libertador”, que dá ao regime chavista margem para aplicar sanções contra cidadãos considerados uma ameaça à “segurança nacional”.
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