ONU pede que Israel libere operação de ONGs em Gaza
António Guterres e líderes de diversas nações manifestaram oposição à medida que suspende a licença de 37 organizações internacionais no território palestino
O secretário-geral das ONU, António Guterres, solicitou ao governo israelense que desista da revogação das permissões de trabalho de entidades civis na Faixa de Gaza. A posição foi reforçada por um bloco de ministros das Relações Exteriores de países como Turquia, Arábia Saudita, Catar e Indonésia.
A medida atinge 37 grupos internacionais que coordenam a assistência básica na região. As autoridades estrangeiras defendem a entrada plena de suprimentos no enclave para atender a população civil. O grupo de nações alertou que o deslocamento de 1,9 milhão de residentes eleva a exposição a perigos imediatos.
Demandas diplomáticas e crise humanitária
O apelo aponta que o inverno e os bombardeios constantes agravam a situação de quem vive em tendas e estruturas provisórias. A falta de alimentos e o rigor climático compõem o cenário descrito pelos representantes diplomáticos em nota oficial.
“Acampamentos inundados, tendas danificadas, o colapso de edifícios danificados e a exposição a temperaturas frias, juntamente com a desnutrição, aumentaram significativamente os riscos à vida dos civis”, cita o documento. A declaração foi subscrita também pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).
A suspensão das atividades foi anunciada após o término do prazo para que as organizações fornecessem dados sobre seus empregados palestinos. Israel exigia a identificação completa dos quadros funcionais até o último dia de dezembro. O descumprimento resultaria no bloqueio das equipes a partir de janeiro de 2026.
Conflito de informações e segurança de dados
O governo israelense justificou a sanção mencionando o descumprimento de normas de transparência e segurança por parte das agências. Há alegações oficiais do Ministério da Diáspora de que colaboradores das organizações teriam vínculos com o grupo terrorista Hamas ou outras facções armadas.
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) negou as acusações e afirmou que não compartilha dados internos por impedimentos legais de sua sede na França. A instituição está entre as dezenas de entidades afetadas pela nova regra de acesso ao território.
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