O que são os mísseis Tomahawk e por que a Ucrânia tem tanto interesse por eles?
Entenda como os Tomahawks funcionam e o que está em jogo.
A recente reunião ocorrida entre Donald Trump e Volodymyr Zelenskyy na Casa Branca gerou discussões sobre a possível transferência de mísseis Tomahawk para a Ucrânia. Este encontro representou o quarto encontro presencial entre os presidentes dos EUA e da Ucrânia desde o retorno de Trump ao cargo em janeiro, abordando questões estratégicas relevantes para o cenário do conflito atual na Europa.
O que caracteriza os mísseis Tomahawk e como funcionam?
Os mísseis Tomahawk são mísseis de cruzeiro guiados e de longo alcance, amplamente utilizados em ataques de precisão. Eles começaram a ser empregados em 1991 e, atualmente, podem ser lançados do mar para atingir alvos terrestres a até 1.600 km de distância.
Estes mísseis voam em baixas altitudes, dificultando a detecção e a intercepção, e são fundamentais para missões que demandam precisão e penetração em sistemas de defesa inimigos. Em situações recentes, aliados dos EUA no Pacífico também demonstraram interesse em contar com Tomahawks para fortalecer sua defesa regional.
🇺🇸🚀The Tomahawk cruise missile remains one of the most powerful weapons in the US arsenal. With a range of over 1,600 km, pinpoint accuracy through GPS guidance, sea- and land-launch capability, and the ability to fly low to avoid radar — it has changed modern warfare.
— Defense Intelligence (@DI313_) September 30, 2025
Is the… pic.twitter.com/jkQH7kk79H
A Ucrânia busca ampliar seu poder de fogo com Tomahawks?
Com interesse crescente, a Ucrânia avalia os Tomahawks como alternativa para ampliar sua capacidade de ataque à distância, podendo atingir alvos considerados estratégicos dentro do território russo. Essa possibilidade pode alterar o equilíbrio do conflito, impactando centros logísticos e campos de aviação na Rússia.
Para ilustrar as razões desse interesse, destacam-se fatores como:
- Possibilidade de atingir infraestruturas militares críticas
- Pressão adicional sobre a cadeia de suprimentos russa
- Influência sobre negociações de paz e forças geopolíticas da região
Quais são os maiores desafios do uso de Tomahawks pela Ucrânia?
Apesar do interesse, a Ucrânia enfrenta desafios relevantes para operar os Tomahawks, pois o país não dispõe de navios ou submarinos adequados para lançá-los. Restam, então, alternativas como a variante Typhon lançada por terra, disponível em escala limitada.
Além da limitação de plataformas, o custo elevado e a baixa disponibilidade no mercado internacional complicam a capacidade de promover ataques em larga escala. A dependência logística e operacional pode restringir o impacto desses mísseis em um cenário de conflito prolongado.
Trump manifesta apoio cauteloso à venda de Tomahawks à Ucrânia?
Donald Trump já sinalizou a possibilidade de fornecer os mísseis Tomahawk à Ucrânia, porém busca equilíbrio entre apoiar Kiev e evitar enfraquecer o estoque militar dos EUA. A colaboração atual envolve compartilhamento de inteligência para aprimorar a precisão dos ataques ucranianos. Durante o último encontro com Zelenskyy, Trump reiterou esta postura, destacando a importância de avaliar cuidadosamente as consequências estratégicas.
Trump ressalta preocupações sobre uma possível escalada com a Rússia, ponderando sobre o impacto estratégico da entrega de armamentos avançados, especialmente diante das reações do Kremlin e dos aliados dos EUA.

Leia também: A China acelera a guerra tecnológica com uma capa de “invisibilidade” para aviões e drones
Como a transferência de Tomahawks pode influenciar o conflito na Ucrânia?
A entrega de Tomahawks para a Ucrânia pode gerar novas tensões, já que a Rússia advertiu que tal medida pode intensificar o envolvimento dos EUA na guerra. O Kremlin enxerga essa transferência como sinal de aumento do conflito e possível retrocesso nas negociações recentes.
Autoridades dos EUA e da Rússia seguem debatendo cuidadosamente essas questões, considerando as implicações para a segurança internacional, as relações bilaterais e os possíveis desdobramentos diplomáticos no contexto europeu. A reunião entre Zelenskyy e Trump também foi acompanhada de perto por líderes europeus, atentos à possibilidade de novos desdobramentos.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)