“O Hamas não acredita na paz”
Plano de paz de Trump, apoiado por países árabes, poderia redefinir o futuro de Gaza, mas enfrenta a resistência armada e ideológica do Hamas
O escritor e ativista britânico-palestino John Aziz afirma que o grupo islamista que governa Gaza não tem qualquer intenção de aceitar a paz.
Em artigo publicado no portal norte-americano The Free Press, sob o título “O Hamas não acredita na paz”, ele descreve o cessar-fogo proposto por Donald Trump como “uma pausa para se reagrupar”.
O plano de 20 pontos, apresentado no fim de setembro e apoiado por oito países árabes, prevê cessar-fogo, retirada gradual de tropas israelenses e libertação de reféns e prisioneiros. Também propõe uma administração interina tecnocrática, supervisionada por atores internacionais, para conduzir a reconstrução de Gaza.
Segundo Aziz, a proposta inclui ainda o desarmamento do Hamas e a saída de seus líderes do território.
Apesar da destruição provocada pela guerra e da morte de grande parte da liderança do grupo, Aziz escreve que o Hamas continua determinado a manter o controle.
Logo após o início da trégua, forças internas do movimento realizaram execuções públicas de palestinos acusados de colaborar com Israel, sem provas ou julgamento.
Desde 2007, o Hamas governa por medo e coerção.
“Jornalistas independentes e civis que ousaram falar foram espancados ou presos”, afirma. Protestos por emprego ou energia teriam sido reprimidos com prisões e tiros, enquanto sindicatos, ONGs e mesquitas são vigiados ou chantageados. “A sociedade civil foi sufocada”, escreve.
Aziz sustenta que a ideologia do Hamas é incompatível com qualquer processo de paz.
Ele explica que o grupo interpreta a trégua sob o conceito islâmico de hudna, uma pausa estratégica com inimigos não muçulmanos que pode ser rompida quando o equilíbrio de forças muda. “A paz não é a aspiração deles”, resume.
Para que o acordo prospere, Aziz defende a eliminação da capacidade de violência do Hamas. “Desarmamento total e o fim do grupo como força de combate”, escreve, são condições mínimas. Permitir que o movimento mantenha armas, foguetes e túneis seria, segundo ele, fatal a qualquer tentativa de paz.
O autor reconhece que desmantelar o grupo será difícil, dada sua presença profunda no tecido social de Gaza e o apoio que conquistou fora do Oriente Médio.
Ele propõe fortalecer lideranças palestinas alternativas, comprometidas com “uma Palestina melhor e mais pacífica”.
Aziz conclui que Israel também precisa sustentar seu compromisso com a paz e a coexistência. “Ambos os lados devem ser flexíveis e dispostos a compromissos”, escreve. Mas adverte que o avanço do plano depende de impedir o Hamas de sabotar a reconstrução e perpetuar “um culto jihadista de morte” em lugar da paz, prosperidade e autodeterminação nacional.
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Comentários (2)
Maglu Oliveira
16.10.2025 10:58"O Hamas não acredita na paz" é errado, ele NÃO QUER A PAZ. É como o escorpião que subiu nas costas do sapo para atravessar o rio e na metade do caminho o picou, morrendo os dois. Sem ódio, sem guerra e sem terror eles não têm razão de viver. Entonces.... o ocidente precisa, por questões humanitárias, urgentemente ajudá-los a irem ao encontro das 7 virgens que esperam cada um no paraíso.
Marcia Elizabeth Brunetti
16.10.2025 07:49E agora Greta? Para onde vai sua flotilha? Qual é a próxima propaganda ideológica que está preparando. Sobre o Hamas todo mundo quietinho, né ???