Moradores de Havana fazem panelaço contra regime de Díaz-Canel
Protestos contra a ditadura já chegam ao nono dia em Cuba
Moradores do bairro de Nuevo Vedado, em Havana, realizaram um “panelaço” na madrugada deste domingo, 15, contra a ditadura cubana e os prolongados cortes de energia na ilha.
“Um barulho ensurdecedor de panelas e frigideiras está acontecendo em Nuevo Vedado, perto de Boyeros e Tulipán. Estamos todos em polvorosa agora”, disse a jornalista Yoani Sánchez, que compartilhou um vídeo do protesto.
Em uma das gravações divulgadas nas redes sociais, é possível ouvir manifestantes gritando palavras de ordem contra o ditador Miguel Díaz-Canel.
Outras manifestações também foram registradas na cidade de Guatemala e Holguín.
Este foi o nono dia consecutivo de protestos contra o regime cubano, impulsionados principalmente pela crise energética e pelos apagões que atingem diferentes regiões do país.
Sede do PCC
Na noite de sexta, 13, manifestantes invadiram e incendiaram a sede do Partido Comunista de Cuba (PCC) no município de Morón, em Ciego de Ávila.
Há meses, o país sofre com apagões contínuos e com a falta de petróleo e gás.
Em resposta, Díaz-Canel afirmou que não haverá impunidade“ para os responsáveis pelo ato.
“O desconforto causado pelos prolongados apagões em nossa população é compreensível, como consequência do bloqueio energético imposto pelos EUA, que se intensificou cruelmente nos últimos meses. E as queixas e reclamações são legítimas, desde que sejam feitas com civilidade e respeito pela ordem pública”, escreveu no X.
“O que jamais será compreensível, justificado ou aceitável é a violência e o vandalismo que ameaçam a tranquilidade pública e a segurança de nossas instituições. Não haverá impunidade para o vandalismo e a violência“, complementou.
Presos políticos
A ditadura cubana anunciou na quinta, 12, que libertará 51 presos políticos nos próximos dias.
A medida foi apresentada pelas autoridades da ilha como um gesto de boa vontade ao Vaticano, que atua como mediador nas conversações entre Havana e Washington, em meio ao aperto diplomático e econômico promovido pelo governo Donald Trump.
A soltura foi comunicada pelo ditador Miguel Díaz-Canel em pronunciamento à nação, na manhã de quinta-feira.
O regime, contudo, não divulgou os nomes dos liberados, nem os crimes pelos quais foram condenados; apenas informou que todos se aproximavam do fim de suas penas.
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