Mísseis iranianos atingem Tel Aviv e crise do petróleo se agrava
O ataque desta terça-feira, 24, ocorre em um momento de sinais contraditórios entre Washington e Teerã sobre possíveis negociações
Autoridades israelenses afirmaram que mísseis lançados pelo Irã atingiram Tel Aviv (foto) e outras regiões do país, gerando destruição e incertezas sobre o futuro do conflito.
O ataque desta terça-feira, 24, ocorre em um momento de sinais contraditórios entre Washington e Teerã sobre possíveis negociações para encerrar as hostilidades.
O presidente americano, Donald Trump, anunciou na segunda-feira, 23, uma pausa de cinco dias nos ataques, que seriam fruto de negociações, mas autoridades iranianas negaram que haja conversas.
Impactos militares e novas tecnologias de ataque
O exército de Israel relatou múltiplos locais de impacto em todo o território.
Embora não esteja claro se todos os danos foram causados por mísseis diretos ou por destroços de interceptações, o resultado foi severo: pelo menos três edifícios residenciais sofreram danos extensos e diversos veículos foram incendiados. O serviço de emergência nacional informou que ao menos seis pessoas foram atendidas com ferimentos em Tel Aviv.
Um detalhe técnico preocupante foi destacado pelo coronel Miki David, das forças israelenses: um dos mísseis que atingiu Tel Aviv carregava uma ogiva de aproximadamente 100 quilos, uma tecnologia que, segundo ele, ainda não havia sido enfrentada nesta guerra.
Paralelamente, Israel intensificou sua campanha contra o Hezbollah no sul do Líbano, emitindo alertas de evacuação para várias aldeias. A instabilidade se espalhou pelo Golfo: Arábia Saudita e Kuwait interceptaram drones e mísseis de origem não identificada.
Crise energética global e o preço do petróleo
A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos EUA e Israel ao Irã, já provoca ondas de choque na economia mundial. O fechamento efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã — por onde passa um quinto do petróleo mundial — elevou o preço do barril de petróleo Brent para 114 dólares.
Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia, alertou que a atual crise energética é superior aos choques do petróleo de 1973 e 1979 somados.
Como consequência, o preço da gasolina disparou no mundo, e alguns países já adotam medidas extremas de conservação, como a implementação da semana de trabalho de quatro dias.
Diplomacia em xeque
Há um impasse diplomático. Trump disse que EUA e Irã estavam em “conversas muito fortes”, mas o porta-voz do parlamento iraniano negou qualquer diálogo, acusando Trump de tentar acalmar o mercado de energia com declarações falsas.
Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sugeriu que as conquistas militares poderiam servir de “alavancagem” para um acordo, mas garantiu que as operações contra Irã e Hezbollah continuarão.
Os números da guerra são devastadores. Segundo fontes oficiais:
- Irã: Pelo menos 1.348 civis mortos desde o início do conflito.
- Líbano: Mais de 1.000 vítimas fatais registradas.
- Israel: Pelo menos 15 pessoas mortas em ataques iranianos.
- Estados Unidos: O número de militares mortos chegou a 13.
Apesar do caos, houve uma pequena sinalização de normalidade no Catar, que encerrou o mandato de trabalho remoto, determinando o retorno presencial dos trabalhadores para esta terça-feira.
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