Meloni rejeita reconhecimento da Palestina antes de criação do Estado
Declaração da primeira-ministra da Itália contraria posição de Macron
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni (foto), afirmou neste sábado, 26, que reconhecer o Estado da Palestina antes de sua efetiva constituição “pode até ser contraproducente”.
A declaração contraria a posição da França, que anunciou que formalizará o reconhecimento do Estado palestino em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
“O reconhecimento do Estado da Palestina, sem que exista um Estado da Palestina, pode até ser contraproducente. […] Disse isso à própria autoridade palestina e também a Macron”, afirmou Meloni ao jornal italiano La Repubblica.
Segundo ela, “se se reconhece no papel algo que não existe, corre-se o risco de que o problema pareça resolvido, quando não está”.
E acrescentou: “Embora seja muito favorável ao Estado da Palestina, não sou a favor do seu reconhecimento antes que se inicie um processo para a sua constituição”.
A posição italiana foi reforçada pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, que defendeu a solução de dois Estados, mas condicionou o reconhecimento ao mútuo reconhecimento entre palestinos e israelenses.
“A Itália apoia a solução de dois povos e dois Estados, mas o reconhecimento do novo Estado palestino deve ocorrer em simultâneo com o reconhecimento por parte de Itália do Estado de Israel”, afirmou.
França reconhecerá Estado da Palestina
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou na última quinta-feira, 24, que o seu país reconhecerá oficialmente o Estado da Palestina.
“A necessidade urgente hoje é que a guerra em Gaza termine e que a população civil seja resgatada. A paz é possível. Devemos implementar imediatamente um cessar-fogo, libertar todos os reféns e fornecer ajuda humanitária maciça à população de Gaza”, diz trecho da postagem no X.
Para o presidente francês, o Estado da Palestina deve “reconhecer plenamente Israel” e contribuir para a “segurança do Oriente Médio”.
O anúncio Macron gerou reações no cenário internacional.
Israel classificou a medida como uma “recompensa ao terror”, enquanto os Estados Unidos a consideraram “irresponsável” e prejudicial aos esforços de paz.
Por outro lado, o grupo terrorista Hamas afirmou que o gesto francês foi “um passo positivo na direção certa”.
Na Europa, a iniciativa francesa aumentou a pressão sobre países como Reino Unido e Alemanha.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
MARCEL SILVIO HIRSCH
27.07.2025 09:33Macron necessita escandalizar para aparecer na mídia. Patético.
Clayton De Souza pontes
26.07.2025 11:50A Meloni tem um ponto interessante. Vendo as imagens de Gaza e os refens em posse do Hamas, fica claro que ainda falta muito pra se tornar uma nação