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Manifestantes desafiam polícia por democracia após Senegal adiar eleições

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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 09.02.2024 19:31 comentários
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Manifestantes desafiam polícia por democracia após Senegal adiar eleições

Confrontos em Dakar após o adiamento das eleições no Senegal. Com a democracia sendo questionada e manifestantes enfrentando a polícia, o futuro político do país é incerto e preocupante.

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Manifestantes desafiam polícia por democracia após Senegal adiar eleições
Fonte: Zohra Bensemra / Reuters

As forças de segurança do Senegal enfrentam intensos confrontos com manifestantes após o adiamento inesperado da eleição presidencial. A acusação de que o governo está tentando se manter no poder é refutada pela ministra da Justiça, que aponta para a necessidade de manter a credibilidade do processo eleitoral. A situação intensifica os temores em relação à estabilidade política no país.

Uma democracia em perigo?

A democracia senegalesa, que já foi considerada um exemplo na instável região da África Ocidental, está agora sendo questionada. Menos de três semanas antes da eleição, agendada para 25 de fevereiro, uma mudança de última hora adiou o pleito para dezembro. Isso resultou na prorrogação do mandato do presidente Macky Sall, o que alimentou temores de que um dos últimos bastiões democráticos da região esteja sob ameaça.

Protestos violentos em Dakar

A capital do país, Dakar, tornou-se palco de atos violentos. A polícia, usando gás lacrimogêneo, granadas de atordoamento e o que pareciam ser balas de borracha, confrontou os manifestantes, que responderam com a queima de pneus e arremessos de pedras. Alguns carregavam bandeiras senegalesas e gritavam: “Macky Sall é um ditador”. Esses protestos são os mais emblemáticos até agora contra o adiamento, segundo um repórter da Reuters.

Adiamento da eleição: uma questão polêmica

O presidente, que tinha limite constitucional de dois mandatos, justificou o adiamento do pleito devido a uma disputa sobre a lista de candidatos, que poderia minar a credibilidade do processo eleitoral. Essa medida foi criticada por potências mundiais e pelo bloco da África Ocidental.

Ministra da Justiça: “Necessitamos acalmar nossos espíritos”

A ministra da Justiça, Aissata Tall Sall, em entrevista, alegou que o adiamento não foi uma decisão do presidente, mas do Parlamento. Ela ainda enfatizou a necessidade de se superar esse momento de crise. “Senegal talvez nunca tenha experimentado uma crise como a que estamos vivenciando, e precisamos superá-la”, afirmou. Ela também mencionou que os recursos protocolados na Corte Constitucional estão fora de sua jurisdição.

Enquanto o futuro político do Senegal permanece incerto, a população continua a expressar sua insatisfação nas ruas de Dakar. O adiamento da eleição presidencial levanta questões sobre a solidez da democracia na região e põe em destaque a necessidade de manter a legitimidade e a transparência no processo eleitoral.

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