Maduro lança nova bravata contra EUA
"Se a Venezuela for agredida, passaria imediatamente ao período de luta armada em defesa do território nacional", disse o ditador
O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, disse nesta segunda, 1º, que está pronto para um “período de luta armada”, caso os Estados Unidos decidam invadir o território.
A declaração ocorre em meio ao envio de três navios de guerra americanos – USS Jason Dunham, USS Gravely e USS Sampson -, um cruzador USS Lake Erie e um submarino nuclear para perto do litoral venezuelano.
“Nós estamos em um período especial de preparação máxima. E em qualquer circunstância, vamos garantir o funcionamento do país. Se a Venezuela for agredida, passaria imediatamente ao período de luta armada em defesa do território nacional e da História e do povo da Venezuela”, afirmou Maduro a jornalistas.
Pressão americana
O governo Trump já havia deslocado navios de guerra, avião, submarino e cerca de 4.000 militares para o sul do Caribe.
Além dos três destróieres da Marinha americana, equipados com o sistema de combate Aegis, e de três navios de desembarque anfíbio — feitos para transportar e desembarcar divisões terrestres —, o governo Trump deslocou aviões espiões P-8 Poseidon.
“Mil ancianos”
Em resposta, Maduro convocou o alistamento de milicianos, reservistas e cidadãos para o “Plano Nacional de Soberania e Paz”, incluindo ações em quartéis, praças centrais e sedes de defesa integral, após o anúncio do patrulhamento de navios americanos no Caribe.
O ditador ordenou o deslocamento de 4,5 milhões de milicianos, em resposta à oferta de US$ 50 milhões do governo dos EUA pela captura de Maduro.
A Casa Branca afirmou estar pronta para “usar todo seu poder” contra o fluxo de drogas para o território americano.
Em meio à convocação, centenas de venezuelanos compareceram a praças e quartéis, como parte do chamado de Maduro para fortalecer a resposta diante de ameaças externas.
O ministro da Defesa, Vladimiro Padrino, definiu o alistamento como “eminentemente popular” e “voluntário”, em rejeição às “agressões imperialistas”.
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