Maduro já negou ter proteção militar cubana
Declaração antiga do ditador contrasta com a confirmação de Díaz-Canel e a morte de 21 agentes e 11 militares durante sua captura
O ditador venezuelano Nicolás Maduro, capturado por forças americanas no último sábado, 3, negou em uma entrevista concedida em 2019 à jornalista María Elvira Salazar, hoje congressista americana, que fosse protegido por militares cubanos.
Apesar da afirmação de Maduro na época, o ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel admitiu no domingo, 4, após a operação, que cubanos faziam a proteção pessoal do ditador chavista. Ao todo, 21 agentes secretos e 11 militares morreram.
“É uma fábula que na Venezuela tenham militares cubanos, é mentira. No território venezuelano há quarenta mil médicos cubanos. Existem médicos, enfermeira, jogadores de beisebol, esportistas, treinadores de beisebol, de futebol, isso tem bastante. Bailarinos, bailarinas, atores de teatro, é só o que tem aqui. Militares não têm“, afirmou Maduro em um vídeo antigo que circula nas redes sociais.
“Meu nível de segurança [pessoal] é de venezuelanos”, continua em outro trecho.
Próximo alvo dos EUA?
Para Yaxys Cires, chefe de estratégias do Observatório Cubano de Direitos Humanos (OCDH), é “impensável que os Estados Unidos permitam a continuidade da influência cubana na Venezuela, que também serviu de trampolim para sua interferência em outros países da região”.
“Havana sempre negou a presença de militares e agentes de contraespionagem, mas os fatos e os relatórios de ONGs de direitos humanos indicam o contrário.”
Segundo Cires, chegou o momento em que as famílias dos cubanos falecidos deveriam se perguntar se tudo valeu a pena, vendo Maduro tão calmo e sorridente nos Estados Unidos e diante das supostas traições dentro do próprio regime.
Crise econômica
A situação econômica para a ilha de Cuba pode piorar ainda mais sem Maduro.
A Venezuela é responsável por abastecer a ditadura cubana com petróleo.
Sob olhar dos Estados Unidos, é improvável que os remanescentes do regime chavista continuem abastecendo a ilha.
“As perspectivas econômicas para Havana podem piorar ainda mais após a queda de Maduro. A pobreza extrema afeta 89% das famílias cubanas, segundo nossos estudos. Estamos diante de um regime economicamente falido que só pratica a repressão. Sem o apoio da Venezuela, tudo isso se deteriorará ainda mais”, afirma Yaxys.
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