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“Macron está tentando assustar os franceses”

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Alexandre Borges
3 minutos de leitura 10.06.2024 06:02 comentários
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“Macron está tentando assustar os franceses”

O historiador britânico John Keiger discute como Emmanuel Macron está utilizando táticas de medo para evitar o crescimento do Rassemblement National de Marine Le Pen

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Alexandre Borges
3 minutos de leitura 10.06.2024 06:02 comentários 2
“Macron está tentando assustar os franceses”
Reprodução/ X

O historiador britânico John Keiger publicou artigo intitulado “Macron está tentando assustar os eleitores franceses para rejeitarem o partido de Le Pen” na The Spectator nesta segunda, 10. Keiger detalha como o presidente francês, Emmanuel Macron, reagiu aos recentes resultados das eleições europeias, onde seu partido sofreu uma derrota acachapante.

Keiger destaca que “os resultados das eleições europeias são uma derrota pessoal severa para Macron”. Os resultados oficiais, publicados até o momento em que o artigo foi publicado, mostram que o Rassemblement National (RN) alcançou 31,47% dos votos, enquanto o partido de Macron ficou em segundo lugar com 14,56%. Este desempenho é muito inferior aos 22,4% obtidos em 2019 e é seguido de perto pelo socialista moderado Raphaël Glucksmann, com 13,8%.

Macron havia prometido em 2017 que eliminaria as razões que levaram 11 milhões de eleitores a votarem em Marine Le Pen. No entanto, “RN – que Macron se recusou a nomear em seu discurso na TV – nunca foi tão popular”. Em resposta, o presidente dissolveu a Assembleia Nacional, uma medida que a constituição não exige, mas que reflete o estado precário da política francesa. Keiger lembra que a última vez que isso ocorreu foi em 1997, quando o presidente gaullista Jacques Chirac dissolveu o parlamento, mas acabou tendo que governar com um primeiro-ministro socialista.

Keiger sugere que Macron espera que entregar o poder ao RN force o partido a enfrentar as responsabilidades de governo e diminua sua credibilidade para as eleições presidenciais de 2027, onde as pesquisas apontam para uma vitória de Marine Le Pen. Desde que Macron perdeu sua maioria em 2022, “a atmosfera na câmara baixa tem sido quase tumultuosa, com o presidente incapaz de implementar muitas de suas reformas”.

A esquerda radical La France Insoumise (LFI) nas eleições europeias obteve 9,87% dos votos. Jean-Luc Mélenchon, líder informal da LFI, condenou a direita populista e convocou um comício espontâneo em Paris, declarando que a visão de uma França que eliminaria pessoas de certas religiões é inaceitável. “O país não está tão dividido há décadas”.

Keiger conclui que Macron espera que o choque da dissolução faça os eleitores franceses “voltarem ao bom senso e lhe darem uma maioria”, como ocorreu com o General de Gaulle após os protestos de maio de 68. No entanto, o historiador observa que tal cenário parece um sonho distante, dado o ressentimento pessoal contra Macron.

A situação se agrava com o aumento do antissemitismo, recentes tumultos sociais, greves e a previsão de intensificação de ataques cibernéticos russos visando os Jogos Olímpicos de Paris. “As nuvens estão se escurecendo sobre a França.”

Quem é John Keiger

John Keiger é um historiador britânico especializado em política francesa. Autor respeitado, ele tem diversas obras publicadas sobre a história e a política da França, destacando-se por sua análise aprofundada e detalhada dos eventos contemporâneos.

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Comentários (2)

Marian

2024-06-10 08:52:51

Não irá adiantar.


Jurandir Santana

2024-06-10 06:12:11

É o que a imprensa faz aqui, tratando a oposição como extrema direita fascista. Essa narrativa tá sendo um tiro no pé


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