Lula ignorou o chanceler do Panamá?
Petista chamou a atenção por deixar Javier Martínez-Acha com a mão estendida após participar de um evento na capital panamenha
O presidente Lula (PT) chamou a atenção por não cumprimentar o ministro de Relações Exteriores do Panamá, Javier Martínez-Acha (no centro da foto, ao fundo), após a assinatura de acordos de cooperação com o presidente panamenho, José Raúl Mulino (à esquerda na foto), na quarta-feira, 28.
Depois de concluir sua declaração à imprensa, o petista cumprimentou Mulino e deixou Martínez-Acha com a mão estendida para abraçar o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que acompanhava o pronunciamento.
Apesar da gafe, Lula não deixou de falar com o chanceler panamenho. Ele o fez após cumprimentar os demais chefes de Estado presentes na cerimônia.
Lula também o cumprimentou no início da agenda diplomática.
A irritação de Lula
No evento, Lula demonstrou certa irritação após ter o discurso interrompido e receber um pedido para falar mais devagar devido ao intérprete em espanhol.
“Não tem problema a interpretação. Sabe… cadê a interpretação?”, questionou o petista.
“Uso da força” na América Latina
Durante a sessão inaugural do Fórum Econômico Internacional da América Latina, realizado no Panamá, Lula defendeu a substituição de “intervenção militar” pela “democracia” na América Latina.
“A história mostra que o uso da força jamais pavimentará o caminho para superar as mazelas que afligem este hemisfério, que é de todos nós. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constitui gestos anacrônicos e retrocessos históricos”, disse o petista.
Lula também destacou a importância de uma unificação da região.
“A América Latina e o Caribe são únicos. Cabe a nós assumir que a integração possível é a que estará calcada na pluralidade de opções. Guiados pelo pragmatismo, podemos superar divergências ideológicas e construir parcerias sólidas e positivas dentro e fora da região. Essa é a única doutrina que nos convém. Seguir divididos nos torna todos mais frágeis”, afirmou.
Na terça, 27, Lula afirmou que o presidente americano, Donald Trump, deveria deixar que a Venezuela cuide da “própria soberania”.
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